The Hellacopters - Cream Of The Crap! Collected Non-Album Works, Vol. 3


O rock n' roll sueco do Hellacopters está de volta. Fundada em 1994, e se reunindo novamente em 2016, a banda conta com diversos álbuns em sua discografia. Os mais recentes são: "Eyes of Oblivion" e “Overdrive”, os quais trouxeram a banda de volta aos holofotes.

A banda lançou duas coletâneas antes: "Cream of the Crap Vol. 1" e "Cream of the Crap Vol. 2". Ambos os discos apresentam músicas de lados B, faixas não incluídas em álbuns ou de EPs. Agora a banda apresenta a mais nova coletânea: "Cream of the Crap! Vol. 3" com a mesma proposta, lançada pela Shinigami Records no Brasil.

"Cream of the Crap! Vol. 3" inclui 23 músicas, algumas delas foram lançadas entre 1998 e 2005. As faixas foram todas remasterizadas, como é possível conferir na primeira "Long Gone Loser", que aliás é muito boa. As influências musicais do The Hellacopters remontam às décadas de 60 e 70. Essas influências são claras em faixas como a "Disappointment Blues" e a "Freeway to Hell".

Uma boa parte deste disco é composta por covers de artistas como o Alice Cooper, The Temptations, Bob Seger, Smokey Robinson, Sonic's Rendezvous Band, MC5, The Damned, Motörhead, Ramones e Radio Birdman. Com destaque para os covers: "Workin' For MCA" do Lynyrd Skynyrd, "Speedfreak" do Motörhead e a "I'm Eighteen" do Alice Cooper.

Para quem é fã da banda é uma boa oportunidade para adquirir essa coletânea contendo faixas raras lançadas em diversos formatos, pois é quase impossível ter tudo dessa banda e que foram lançados em diversos países, etc.

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The Hellacopters - Overdriver


Não é segredo para ninguém que o The Hellacopters foi concebido por Nicke Andersson, da banda de Death metal, Entombed e do Death Breath, além de fazer parte do Lucifer com a sua esposa Johanna Platow Andersson, no entanto aparentemente ele deixou a banda há pouco tempo.

Os suecos estão de volta com esse novo álbum e novamente inspirados pelos anos 70, ou seja, "Overdrive" entrega um rock n' roll, com energia, melodias retrô e que te cativam. As faixas que iniciam o álbum, a "Token Apologies" e a "Don't Let Me Bring You Down" trazem excelentes riffs e excelentes refrãos já logo de cara,

A faixa "(I Don’t Wanna Be) Just A Memory" tem uma pegada mais Hard rock comercial, no entanto é mais um exemplo de melodias bem feitas e que grudam na mente. Algo que eu percebi é que os vocais de Nicke estão um pouco mais roucos, isso é bem perceptível no decorrer do álbum, especialmente em faixas mais aceleradas e psicodélicas, como a "Wrong Face On" e na "Soldier On".

Mais uma que flerta com o Hard rock é a "Doomsday Daydreamers", inclusive é uma das minhas preferidas e que conta com um solo de guitarra bem legal. Outra que é uma das minhas favoritas é a "Do You Feel Normal", que tem uma pegada meio Cheap Trick e que conta com grandes melodias. O último destaque vai para a última faixa "Leave a Mark" (a versão digipack ainda conta com mais duas faixas bônus).

Um álbum que traz o espírito dos anos 70 em pleno ano de 2025, mas o mais importante é que se trata de um excelente álbum de rock n' roll lançado nos tempos atuais.

Banda:

Nicke Andersson - Vocal, guitarra, percussão
Robert Eriksson - Bateria, backing vocals
Anders "Boba" Lindström - Teclados, guitarra, guitarra acústica
Rudolf de Borst - Baixo, guitarra acústica, backing vocals

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The Hellacopters - Head Off (relançamento 2025)


"Head Off" foi o último álbum da banda antes do fim anunciado em 2008, isso antes do retorno da banda com o álbum "Eyes of Oblivion" em 2022, "apenas" 14 anos depois, no entanto o foco será esse álbum de covers recentemente relançando no Brasil pela Shinigami Records.

A banda prestou homenagem a bandas como Dead Moon, New Bomb Turks, Demons, The Robots, The Turpentines, entre outras. Se eu conhecia essas bandas? Não, com certeza não, ou seja, esse álbum não é o típico álbum de músicas covers de bandas conhecidas e como a própria banda comentou na época: "Músicas boas demais para que não sejam ouvidas".

Bom, eu até entendo a intenção da banda com esse álbum, mas por ter sido um álbum que marcaria o encerramento das atividades da banda na época, eu não acredito que tenha sido uma decisão muito sábia, pois encerrar a carreira com um álbum de covers já é questionável, mas um com bandas praticamente desconhecidas foi um pouco demais.

Tendo dado a minha visão acima, então as bandas coverizadas aqui não são do meu gosto particular, embora algumas sejam até divertidas, mas não acho que esse álbum tenha sigo algo necessário na época, talvez agora com esse relançamento faça mais sentido, no entanto vai mais para a questão do gosto pessoal de cada um.

Ainda bem que a banda voltou depois e lançou outros bons álbuns, então eu recomendo esse álbum apenas para aqueles que realmente curtem a banda e querem ter a discografia completa, mas para aqueles que não possuem nada da banda, eu recomendo procurar por outros ótimos álbuns que eles possuem.

Rating: 6,5/10

Banda:

Nicke Andersson - guitar, percussion, e-bow, lead vocals, backing vocals
Robert Dahlqvist - guitar, backing vocals
Chips Kiesbye - backing vocals, vocals, percussion
Kenny Hakansson - bass
Robert Eriksson - drums, backing vocals
Anders Lindstrom - keyboards

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