MotorJesus - Streets of Fire


O MotorJesus é uma banda formada na Alemanha em 2006 e antes conhecida como The Shitheadz. Este novo álbum intitulado "Streets of Fire" é o sexto disco da banda além de um álbum ao vivo e a proposta do Motorjesus é simples: um Hard rock pesado com elementos de metal, produção moderna e músicas com um refrãos e riffs marcantes, tudo de uma forma equilibrada e bem distribuída. 

O álbum foi produzido por Dan Swanö (Opeth, Dissection, Edge of Sanity), o que acabou valorizando a energia das guitarras e da bateria, deixando o som encorpado, um equilíbrio entre peso, melodia e uma dose de modernidade.

A primeira faixa "Somewhere From Beyond" é um híbrido de metal e Hard rock, com riffs energéticos e um refrão marcante. A "Back for the War" segue quase na mesma linha da primeira, mas com um toque mais moderno, enquanto que a faixa-tílulo "Streets of Fire" vai mais para o lado Hard rock, mas sem deixar o peso de lado.

A banda acelera na melódica "They Don't Die", uma das melhoraes do álbum e um dos destaques do álbum vem sem seguida com a "2. Evil" com o seu refrão que fica grudado na cabeça.

Há também outros destaques, como a "Return to the Badlands" e "New Messiah of Steel", essas com uma sonoridade mais pessoal, mas ainda mantendo as características e estruturas mencionadas anteriormente.

"Streets of Fire" é um disco agradável e que não tentou reinventar nada, mas se mostra com uma energia acima da média, melodias e produção bem feitas, valendo a pena a sua audição.

Banda:

Chris Birx - Vocals
Andreas Peters - Guitars (lead)
Patrick Wassenberg - Guitars
Dominik Kwasny - Bass
Adam Borosch - Drums

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Diamond Head - Live And Electric (UK Tour 2022)


O Diamond Head fez parte do famoso "New Wave of British Heavy Metal" e inspirou diretamente muitas bandas, sendo a mais famosas delas, o Metallica, mesmo que o Diamond Head nunca tenha alcançado o reconhecimento da grande parte do público do Heavy metal, eles foram e são importantes para a cena metálica. 

Esse é o mais novo álbum ao vivo (o sexto da discografia) e é o típico produto feito para os fãs, o qual serve para demonstrar a energia da banda ao vivo e conta com alguns clássicos bem conhecidos que comentarei a seguir.

O disco tem início com a "The Prince", do álbum clássico "Lightning To The Nations", mas logo em seguida tocam faixas mais recentes como "Bones" e "The Messenger". O vocalista Rasmus Bom Andersen tem destaque aqui, pois embora soe diferente do original, ele se mostra com um estilo próprio, e claro, não posso deixar de mencionar o guitarrista Brian Tatler que continua sendo o centro criativo da banda com os seus riffs e solos característicos.

Claro, as outras faixas que foram regravadas pelo Metallica estão aqui: "It's Electric", a "Helpless” e "Am I Evil", sendo que as duas últimas fecham o álbum, além da citada "The Prince". Essas foram regravadas no "Garage Inc." de 1998, inclusive Brian pôde focar apenas em seu trabalho musical devido às grandes vendas daquele álbum e, consequentemente, um ótimo ganho sobre os direitos autorais.

Outros bons momentos estão nas faixas "In the Heat of the Night", "Death By Design", mas é impossível negar a importância da faixa "Am I Evil?", que ficou famosa devido ao cover que o Metallica fez, mas não apenas isso, pois é um música excelente em sua versão original, no entanto, não tem como negar que é o destaque total. 

Temos muitos álbuns ao vivo saindo hoje em dia, o que acabam virando itens para fãs, mas isso não significa que esse álbum não tenha o seu valor e seja um registro válido para fãs de Heavy metal e da banda.

Banda:

Rasmus Bom Andersen – Vocals
Brian Tatler – Guitars
Andrew “Abbz” Abberley – Guitars
Paul Gaskin – Bass
Karl Wilcox – Drums

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Crowne - Wonderland


O que era um projeto com alguns músicos conhecidos da cena, quando foi lançado o álbum de estreia "Kings In The North" em 2021, quase se transformou em uma banda em 2023, eu disse quase porque a banda chegou a se apresentar ao vivo no Sweden Rock em 2023, mas sem o John Levén, e agora acaba de lançar o seu terceiro álbum "Wonderland" e disponível no Brasil pela Shinigami Records.

Um grande diferencial desse projeto capitaneado pela Frontiers Records, é que diferentemente de muitos artistas daquele selo, as músicas são compostas pelos próprios músicos da banda, não por compositores de fora da banda.

Com dois álbuns muito bons em sua discografia, os músicos Alexander Strandell - vocais (Art Nation, Lionville e Nitrate), o tecladista/guitarrista Jona Tee (H.E.A.T), o guitarrista Love Magnusson (Dynasty),  o baixista John Levén (Europe) e o baterista Christian Lundqvist (The Poodles), entregaram mais um excelente álbum de Melodic Rock, nada diferente dos outros álbuns, mas as músicas são tão boas que isso é irrelevante.

A faixa de abertura e que dá título ao álbum tem um ritmo acelerado, com algumas pitadas de Metal, mas ainda é bem melódica e conta com um refrão que fica na cabeça. A faixa single "Waiting For You" segue uma linha mais melódica e com uma mistura de Metal e Melodic Rock.

A terceira faixa "Eye Of The Oracle" é um Hard Rock melódico com um refrão que gruda na mente, ela lembra o Europe, uma das minhas favoritas do disco. O álbum continua e uma faixa interessante e diferente é a "Warlords Of The North", ela foi coescrita por Biff Byford do Saxon, então a música tem uma pegada mais pesada e conta com algumas coisas da NWOBHM. 

Um pouco de metal melódico pode ser ouvido na "Timing Is Right", que conta com certa dose de velocidade, riffs e solos de guitarra afiados e novamente um refrão marcante. Com um piano no início, já sabemos que a "Goodbye" é a balada do disco, e acredite, é uma balada muito boa, que começa totalmente anos 80, mas com um toque mais moderno em outros momentos.

Uns riffs mais pesados podem ser encontrados na "Hearts Collide", embora no geral seja mais Melodic Rock, então temos esse constraste que funcionou muito bem. Por fim, o álbum se encerra com a "The Fall", uma faixa pesada e mais "séria", com teclados dando um clima, enquanto riffs de guitarra acompanham e dão uma energia extra à faixa.

O terceiro álbum do Crownes é muito bom, sem dúvida. Os músicos e compositores criaram algo especial e seus poucos mais de trinta e sete minutos passam voando te obrigando a ouví-lo novamente, não apenas pela duração, mas pela qualidade das composições.

Banda:

Alexander Strandell - vocals
Love Magnusson - guitars
John Levén - bass
Jona Tee - keyboards/guitars
Christian Lundqvist - drums

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Attila - TV Babies 3.0


A banda Attila lançou há 30 anos atrás o seu terceiro álbum de estúdio "TV Babies". O álbum foi lançado originalmente pela selo do cantor Arthur Conley, no qual foi usado uma versão demo na época, não deixando a banda satisfeita com o resultado, então agora temos a regravação daquele álbum com a adição do "3.0" no título, clara menção aos 30 anos do álbum.

Essa regravação é o Attila clássico, o som deles sempre foi mais cru, sem muitos refrãos marcantes (talvez essa seja a parte mais fraca), e aqui não é diferente. É um Heavy/Power metal com uma bela dose de energia e a crueza do punk.

As músicas estão em uma ordem diferente do original e com duas faixas extras ("War Within", essa bem pesada por sinal e a instrumental "Dance of the Dragonfly"). Então iniciando o álbum temos a crua "Pandora's Box", que é seguida da "Parricide", essa lembra o Iron Maiden da época de Paul Di'Anno, não apenas sonoramente, mas até na voz. Não é à toa, pois o Attila sempre esteve ligado à NWOBHM, afinal foi formada na mesma época.

"Die A Second Death" tem um solo de guitarra muito legal, que é acompanhado com linhas de baixo que se destacam e outra que agrada bastante é a "Empire of 1000 Years", com suas partes lentas e rápidas, dando um certa dose de variação.

O Attila é uma banda old school, então se você curte o velho e bom Heavy metal, eu recomendo ir atrás desse álbum e também conferir os álbuns mais antigos, pois vale a pena.

Banda:

Herbie Vanderloo - Guitars, Vocals
Arjan Michels - Bass
Tom Holtewes - Drums

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Hammer King - Make Metal Royal Again


O Hammer King foi formado em 2015, mesmo ano que soltaram o seu álbum de estreia e agora dez anos depois eles lançaram o seu sétimo álbum de estúdio, nada mal para uma banda de Power metal formada há dez anos atrás.

A faixa de abertura "King For A Day" é a típica faixa que geralmente inicia álbuns do estilo: uma faixa rápida e com as inevitáveis passagens melódicas, nada que você já não tenha ouvido em centenas de bandas, como o Gamma Ray, Hammerfall ou bandas mais modernas como o Powerwolf e Sabaton.

"Make Metal Royal Again" tem aquela pegada Gamma Ray, mas com uma notável influência do Powerwolf e do Hammerfall também, especialmente em seu refrão. Uma voz de criança serve de introdução na faixa "Schlaf Kaiser Schlaf", essa com letras totalmente em alemão e que conta com a participação de Steffi Stuber do Mission in Black, uma faixa pesada e com bastante melodia. Outra que tem o idioma alemão em sua letra é a "Hammerschlacht", mas com partes em inglês também, outra boa faixa.

À medida que o álbum avança para a metade, "For Crown and Kingdom" e 'Kneel Before The Throne" mantêm o ritmo, mas não reinventam ou tentam soar diferentes, mas mantêm a boa dose de energia e melodia das anteriores.

A "Major Domus" é uma das que eu mais gostei, especialmente pelo fato de ser mais cadenciada, enquanto que a "Hell Awaits The King" é mais um exemplo do típico Power metal europeu e a última faixa "The Last Kingdom" dá um toque dramático e possui algumas passagens acústicas medievais. O álbum ainda conta com um cover de "Danger Zone" do cantor americano Kenny Loggins como bônus, essa música fez parte do filme Top Gun.

Como mencionei anteriormente, o Hammer King não tenta inovar em nada, mas esse disco não deixa de ser algo interessante para quem curte um Power metal, especialmente bandas como o Powerwolf, Hammerfall, Gamma Ray, Stormwarrior, entre outras.

Banda:

Titan Fox V - Vocals, Guitars
Gino Wilde - Guitars, Vocals (choirs)
Günt von Schratenau - Bass
Count Shandorian - Drums

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Giant - Stand and Deliver


A banda Giant nos remete ao final dos anos 80, mais especificamente no final daquela década, com o clássico álbum de estreia "Last of the Runaways" de 1989, seguido do excelente "Time to Burn" de 1992, esse lançado quando o malfadado grunge já tinha explodido, como resultado e com a saída do Dann Huff (vocalista e guitarrista) a banda separou-se. 

Muitos anos depois os membros originais remanescentes, Dann Huff (vocalista/guitarrista), David Huff (bateria) e Mike Brignadello (baixo) reformaram a banda e lançaram o ótimo "III" em 2001 e um acústico em 2003. sendo o último a contar com Dann Huff na banda. Após esse período e contando com o vocalista Terry Brock (ex-Strangeways), a banda lançou um bom álbum "Promise Land" em 2010, no entanto a banda trocou novamente de vocalista, desta vez os vocais ficaram a cargo de Kent Hilli (Perfect Plan), e com ele saiu o álbum "Shifting Time" de 2022 e agora acabou de sair do forno "Stand and Deliver", lançado no Brasil através da parceria Shinigami Records e Frontiers Records.

O que eu posso comentar, logo de cara, é que "Stand and Deliver" é muito melhor do que o último álbum, o novo guitarrista Jimmy Westerlund fez um ótimo trabalho, inclusive lembrando em alguns momentos o Dann Huff, então esse novo álbum me lembrou mais os primórdios da banda, mas claro, com ressalvas.

Os vocais de Ken Hilli tentaram emular os vocais do Dann Huff, e ele conseguiu com uma certa dose de maestria e isso ajudou no resultado final, assim fazendo que faixas como "It's Not Right", essa uma pérola do AOR com seu refrão marcante e melodias bem feitas, o primeiro single "Hold The Night" que é outro destaque, a qual me lembrou algo do segundo álbum "Time to Burn", uma faixa que cresce a cada audição, uma faixa digna de elogio. Outra que segue essa linha é a "I Will Believe", mas soando mais lenta no começo, para depois transbordar em um excelente refrão.

Contando com uma introdução de piano e que se desenvolve com um refrão marcante logo em seguida, a "It Ain't Over Till It's Over" é outro destaque, enquanto que a "Time to Call It Love" tem uma pegada mais emotiva e ao mesmo tempo pegajosa.

Esse álbum é muito bom e superou as minhas expectativas, eu não posso afirmar que a velha mágica da banda está intacta aqui, mas esse álbum foi um grande esforço, eu não tenho dúvidas quanto a isso. Super recomendado.

Rating: 8,5/10

Band:

Mike Brignardello - bass
David Lyndon Huff - drums
Jimmy Westerlund - lead guitar
Kent Hilli lead - vocals

Geir Ronning - backing vocals
Luca Princiotta - additional guitars
Alessandro Del Vecchio - keyboards
Leif Ehlin - keyboards

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W.E.T. - Apex


O supergrupo W.E.T. está de volta com o seu quinto álbum de estúdio depois de um hiato de quatro anos. Sucessor do excelente "Retransmission" de 2021, esse novo album intitulado "Apex" segue a tradição dos álbuns anteriores com um Hard rock melódico, com composições que grudam na mente, excelente instrumentação e vocais de Jeff Scott Soto.

Uma das grandes vantagens do W.E.T., é que embora eles sempre soam iguais nos álbuns, mas nunca soando enjoativo, pois os discos são sempre sólidos, com doses impressionantes de músicas cativantes, refrãos grudentos e grandes melodias, realmente não decepcionando em nenhum momento, inclusive as duas baladas do álbum são lindas, especialmente a belíssima "Pleasure & Pain".

A primeira faixa "Believer" me lembrou o Talisman com as suas devidas diferenças, a próxima "This House Is On Fire" é cativante, que lembra às vezes a banda Eclipse, banda de Erik Mårtensson, membro e compositor dos álbuns do W.E.T., além da banda Work of Art. 

A empolgante "What Are We Fighting For" é outro destaque, mas a próxima "Where Are the Heroes Now" é sem dúvida uma das melhores e empolgantes do álbum, energética, com um dueto vocal incrível entre Jeff e Erik e que já vale o disco.

Eu poderia citar outras faixas, mas seria em muito em vão, pois vale conferir cada faixa desse álbum e ouvi-lo repetidamente na sequência sem cansar, portanto faça um favor para você mesmo e adquira esse álbum o mais rápido possível.

Banda:

Jeff Scott Soto – Vocals
Erik Mårtensson – Vocals, Guitars, Keyboards
Robert Säll – Guitars, Keyboards
Magnus Henriksson – Guitars
Andreas Passmark – Bass
Jamie Borger – Drums

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Perfect Plan - Heart Of A Lion


"Heart Of A Lion" é o mais recente álbum do Perfect Plan, nada mal para uma banda que lançou o seu álbum de estreia em 2018 e desde então tem lançado excelentes álbuns de AOR/Melodic Rock no melhor estilo Survivor, Foreigner.

A banda é liderada pelo incrível vocalista Kent Hilli (também atual vocalista do Giant), sem desmerecer o resto do time com seus experientes músicos, no entanto não tem como negar que os vocais aqui são magníficos e merecem destaque total.

O Perfect Plan executa um AOR como deve ser tocado, um álbum excelente, vocais excepcionais acompanhados por guitarras, teclados e pela seção rítmica muito bons também, sem contar que é sem sombra de dúvidas uma das melhores bandas que foram lançadas pelo selo Frontiers Records em muitos anos, até a produção é excelente e muito melhor que muitas produções pasteurizadas daquele selo.

É impossível ouvir faixas como a "Heart Of A Lion" e a "We Are Heroes" que iniciam o álbum e não se impressionar com a capacidade da banda em criar músicas cativantes, melódicas e com interpretações vocais impressionantes.

O estilo da faixa "Turn Up Your Radio" remete à banda Survivor, enquanto que a emocionamente balada "My Unsung Hero" transmite uma mensagem positiva e um clássico do AOR, mas vale a pena mencionar que faixas mais energéticas estão presentes e bons exemplos são as "Ready To Break" e "Lady Mysterious". O AOR está de volta na "One Touch", uma das minhas favoritas e que tocaria facilmente em alguma rádio nos anos 80.

O Perfect Plan não é uma banda que apenas tenta soar como muitas bandas do estilo, eles fazem isso com maestria e com qualidade, respeitando o passado, mas esbanjando sua personalidade e talento no decorrer das 11 faixas contidas nesse álbum, tornando-o obrigatório para qualquer fã de AOR.

Banda:

Kent Hilli - vocals (Restless Spirits, Giant, T3nors, solo)
Rolf Nordström - guitars (Mayank)
Leif Ehlin - keyboards (Killer Bee, Social Disorder)
Mats Byström - bass (Killer Bee)
Fredrik Forsberg - drums

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A Poets Dream - The Spirit Never Sleeps


A primeira coisa que salta aos olhos ao conferir esse álbum é a arte da capa, muito bonita, nada de IA e feita por um artista de verdade, mas a pergunta que não quer calar: A música faz jus à capa da obra? Estamos prestes a descobrir.

A Poets Dream toca um Heavy/Hard/Progressivo, uma interessante mistura que já pode ser percebida na faixa-título "The Spirit Never Sleeps", que conta com um som oriental no começo e servindo de introdução para demonstrar o som progressivo, melódico e o ótimo refrão dessa música, inclusive vale mencionar a ótima voz do vocalista Claus Zeller, além da boa produção do álbum.

A segunda faixa "Dr. Heaven" tem uma pegada parecida com a primeira, mas a próxima "World's End" é ainda melhor, embora ela traga as mesmas características, o refrão traz uma pequena dose de agressividade e variação vocal por parte do vocalista.

"You're Great" é a balada do álbum com uma letra positiva para nunca perdermos fé em nós mesmos, no entanto a "Timeless" é uma das minhas favoritas, pois tem grandes melodias e um instrumental de primeira, especialmente em sua parte final.

A última faixa "Protection" tem quase doze minutos de duração e que demonstra os pontos fortes da banda, os quais já tinham sido demonstrados anteriormente em outras faixas, como a capacidade de criar boas melodias, partes progressivas, mas nunca soando pretenciosas ou exageradas e também refrãos cativantes.

É um álbum que causa uma imersão e que fica cada vez melhor a cada audição, então meus caros leitores, eu recomendo esse álbum para aqueles que gostam de apoiar o underground e que têm um gosto musical apurado.

Band:

Claus Zeller - vocals/keyboards
Thomas Fregien - guitars/keyboards
Uwe Holfmaier - bass
Norbert Sluzalek - drums

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Himmelkraft - S/T


Quando olhei pela primeira vez a capa desse álbum, eu pensei na hora que alguém estava tentando imitar o "Slip Of The Tongue" do Whitesnake, pois a capa é praticamente idêntica, no entanto fui descobrir que se trata de um projeto do Tony Kakko, vocalista do Sonata Arctica.

Se você curte o Sonata Arctica, não espere algo parecido com a banda, pois Tony buscou novos horizontes musicais com esse projeto, a voz característica dele ainda está presente, embora mais contida, mesmo porque o estilo é completamente diferente.

"Himmelkraft" é um álbum conceitual que conta a história de uma cidade subterrânea, construída para escapar da ameaça de uma terceira guerra mundial nuclear, mas falando sobre a música em si, o som é bem atmosférico, que tem muito pouco de Heavy metal ou mesmo Hard rock, eu diria que é simplesmente rock com elementos progressivos e até de industrial.

As melhores faixas para mim são: a "Full Speed Ahead", a "Fat American Lies", a "Uranium", essa com uma certa dose de peso, embora seja mais sinfônica do que metal e a "Crystal Cave", que é a última que me interessou no álbum.

Chego a conclusão que esse álbum não é ruim, mas também não é tão bom. Eu enxergo como positivo quando um artista tenta sair da sua zona de conforto e segue algum desejo musical pessoal dele, no entanto, ele não está livre de críticas quanto às suas escolhas, e na minha opinião é um álbum que não é para todo mundo, mesmo para os fãs do Sonata Arctica.

Band:

Unu O'Four (Tony Kakko) - Vocal, Teclados
Du O'Four (Pasi Kauppinen) - Baixo
Tri O'Four (Timo Kauppinen) - Guitarra
Kvar O'Four (Jere Lahti) – Bateria, Percussão

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Elvenking - Reader of the Runes - Luna


 
A banda italiana de Power/Folk metal, Elvenking, foi formada em 1997 e agora lançam o seu mais novo álbum, o "Reader of the Runes - Luna", que marca o encerramento da trilogia épica iniciada com o álbum "Reader of the Runes - Divination" em 2019 e que demonstra a evolução musical da banda ao decorrer do tempo.

"Luna" é um álbum com uma sonoridade mais Power metal, os elementos Folk ainda estão presentes, claro, mas o foco maior é no Power metal, sem dúvida. Ouvindo a primeira faixa "Season of the Owl" que traz uma certa dose de peso e velocidade típicas do estilo, mas que ainda conta com belos violinos, sendo seguida pela veloz e melódica "Luna", que conta com um refrão empolgante, lembrando alguma coisa do primeiro álbum "Heathenreel", mas com a vantagem de uma produção mais atual.

As faixas mais Folk metal são sem dúvida: "Gone Epoch", "Starbath" e "The Ghosting" e que contam com partes de violino, mas ainda dando destaque as guitarras também, tornando essas músicas um equilibro ideal entre o lado mais festivo e místico atrás da sonoridade e do conceito lírico.

O álbum conta com a participação do vocalista da banda Finntroll, Mathias "Vreth" Lilmans, na faixa "Stormcarrier", que deu um toque especial com os seus vocais mais agressivos. Falando em agressividade, a faixa "On These Haunted Shores" traz riffs de guitarra mais pesados quase beirando o Thrash metal, embora conte com partes mais suaves e melodicas.

"Throes Of Atonement" é outra música que fica na categoria das faixas mais rápidas e que demonstra a habilidade dos instrumentistas, especialmente do guitarrista HeadMatt, e trazendo um estilo um pouco diferente do restante do álbum, temos a "The Weeping", mesmo que o refrão seja totalmente épico e melódico.

Fechando o álbum temos longa "Reader of the Runes - Book II" com seus onze minutos, a qual conta com uma certas variações, mas não sei se foi uma boa ideia uma faixa longa encerrando o álbum, sendo apenas uma boa música, mas mais fraca comparado com as anteriores.

Como mencionado anteriormente, o Elvenking demonstrou uma evolução musical com o tempo, e sem duvida "Reader of the Runes - Luna" foi resultado disso e que conseguiu um perfeito equilíbrio entre o Power metal e Folk metal, ainda aliado a passagens mais pesadas e toques sutis de Melodeath em alguns riffs. Álbum altamente recomendado.

Banda:

Damna - Vocals
Aydan - Guitar
Headmatt - Guitar
Jakob - Bass
Lethien - Violin
Symohn - Drums

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Burning Dead - Into The Abyss


Burning Dead é uma banda francesa de Heavy metal formada em 2017 e que está de volta com um novo álbum intitulado "Into The Abyss". O primeiro álbum foi resenhado aqui por este que vos escreve há uns três anos atrás e que deixou com um boa impressão, então é hora de conferir esse novo trabalho.

Um dos destaques da banda é sem dúvida a vocalista Drina Hex, que está de volta com os seus vocais rasgados na maior parte do álbum e algumas partes mais limpas, no entanto tenho que elogiar o resto da banda, especialmente o guitarrista Orco com seus riffs pesados e melódicos ao mesmo tempo, no entanto o álbum tem alguns problemas que relatarei mais abaixo.

Ao ouvir a primeira faixa "The Witch", o que salta aos ouvidos é a produção aprimorada, os riffs pesados e os vocais alternando entre rasgados e limpos. A próxima "Sacrifice of Soul" é um destaque com seus riffs de guitarra e refrão, marcada também por algumas passagens mais rápidas, mas no geralmente é uma música mais lenta, aliás, o som da banda no geral é bem cadenciado, não priorizando velocidade.

Não gostei muito de alguns vocais narrados em francês presentes na "In My Mind Insane", pois esse tipo de narração aparece em mais faixas, uma delas é a próxima "Born in the Blood", uma ótima faixa com riffs quase Doom metal e como as as faixas são longas, essas narrações acabaram aborrecendo um pouco.

A faixa que tem uma certa dose de velocidade é a "Run" e embora seja um boa música, a próxima "My Little Lullaby" é melhor, a qual tem um começo mais Thrash metal, mas logo em seguida fica lenta e fica variando entre os dois rítmos, mas infelizmente ainda temos aqueles vocais narrados.

A faixa-título "Into the Abyss" é uma ótima faixa de Thrash metal e a minha favorita do álbum, eu gostaria de ter ouvido mais músicas como essa no "Into The Abyss". A banda demonstrou que tem talento, mas se eles polirem algumas falhas, eu tenho certeza que poderão lançar um álbum melhor ainda no futuro.

Banda:

Drina Hex - vocals 
Orco - guitars 
JP - bass 
Saraknyal - drums 

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The Hellacopters - Overdriver


Não é segredo para ninguém que o The Hellacopters foi concebido por Nicke Andersson, da banda de Death metal, Entombed e do Death Breath, além de fazer parte do Lucifer com a sua esposa Johanna Platow Andersson, no entanto aparentemente ele deixou a banda há pouco tempo.

Os suecos estão de volta com esse novo álbum e novamente inspirados pelos anos 70, ou seja, "Overdrive" entrega um rock n' roll, com energia, melodias retrô e que te cativam. As faixas que iniciam o álbum, a "Token Apologies" e a "Don't Let Me Bring You Down" trazem excelentes riffs e excelentes refrãos já logo de cara,

A faixa "(I Don’t Wanna Be) Just A Memory" tem uma pegada mais Hard rock comercial, no entanto é mais um exemplo de melodias bem feitas e que grudam na mente. Algo que eu percebi é que os vocais de Nicke estão um pouco mais roucos, isso é bem perceptível no decorrer do álbum, especialmente em faixas mais aceleradas e psicodélicas, como a "Wrong Face On" e na "Soldier On".

Mais uma que flerta com o Hard rock é a "Doomsday Daydreamers", inclusive é uma das minhas preferidas e que conta com um solo de guitarra bem legal. Outra que é uma das minhas favoritas é a "Do You Feel Normal", que tem uma pegada meio Cheap Trick e que conta com grandes melodias. O último destaque vai para a última faixa "Leave a Mark" (a versão digipack ainda conta com mais duas faixas bônus).

Um álbum que traz o espírito dos anos 70 em pleno ano de 2025, mas o mais importante é que se trata de um excelente álbum de rock n' roll lançado nos tempos atuais.

Banda:

Nicke Andersson - Vocal, guitarra, percussão
Robert Eriksson - Bateria, backing vocals
Anders "Boba" Lindström - Teclados, guitarra, guitarra acústica
Rudolf de Borst - Baixo, guitarra acústica, backing vocals

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Wanted Inc. - Dead For The First Time


Wanted Inc. é uma banda de Thrash metal formada em 2005, na Alemanha, antes conhecidos como The Wanted chegaram a lançar um álbum em 2009 com aquele nome e agora lançam o seu terceiro álbum como Wanted Inc. intitulado "Dead For The First Time", lançado de forma independente.

Ao apertar o play estranhamente temos uma introdução acústica no estilo faroeste, o qual combina com a capa do álbum, mas apenas serve para te preparar para o Thrash metal que viria a seguir com a faixa "Hostile Reaction", que é bem típica do estilo, com riffs pesados e velocidade na parte rítmica. As próximas "Night Capturer" e "Grilling the Globe" são até mais rápidas, não tendo um momento mais lento, simplesmente ambas energéticas.

No geral as faixas seguem o padrão mencionado acima, mas algumas músicas contam com um andamento um pouco mais lento, como a faixa-tíulo e a minha favorita "Fact Based" que soa no velho estilo do Thrash metal. A última faixa "Return to the Cold" merece destaque por soar oldschool também.

"Dead For The First Time" é um bom álbum de Thrash metal alemão, que deve agradar aqueles que curtem o estilo e demonstra que o Thrash metal está mais vivo do que nunca.

Rating: 7/10

Band:

Flo Schmöller - Vocals
Hermann Weiß - Guitars
Daniel Feuerer - Guitars
Heiko F. Böhm - Bass
Hannes Waschler - Drums

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Ramera - Midnight Funeral


Ramera é um projeto colombiano de Blackened Thrash metal, aquele típico projeto de um membro apenas, no caso criado pelo vocalista Ratman (Carlos Andrés Bernal), que lançou álbum completo "Anarquía y Destrucción" em 2021, o qual recebeu reviews positivos. Agora Ramera lança esse EP, mas dessa vez Ratman teve a ajuda de músicos convidados na guitarra e na bateria, enquanto ele cuidou dos vocais e baixo.

Diferente do primeiro álbum, este EP possui músicas apenas com letras em inglês. Embora o som seja um Blackened Thrash Metal, ele também possui influência do punk em algumas partes (a música "Metal Punk" é um exemplo).

A faixa "Infernal Medieval Night" dá início ao EP, e apesar do título, essa faixa não é muito pesada e traz uma guitarra melódica e as citadas influências punk, não impressionando, mas as coisas melhoram com a "Midnight Funeral", essa finalmente trazendo um Thrash Metal energético e que merece destaque.

A citada "Metal Punk" é a próxima e embora tenha influência de punk, ela é eficaz na sua proposta. A última faixa "Aquelarre" tem uma pegada do velho Metallica, um boa música, apesar de não ser muito agressiva.

Eu gostei desse EP, embora seja bem curto e que certas partes sejam meio fracas, então eu acredito que um futuro segundo álbum poderá confirmar melhor a direção sonora e espero que seja mantido o estilo do primeiro álbum.

Rating: 6,5/10

Banda:

Ratman - vocals/bass

Guests:
Sebastián Parra - guitars
Hanner Robles - drums

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Marko Hietala - Roses From The Deep


Marko Hietala não é um músico que precisa de muita introdução, mas se você viveu em uma caverna nas últimas décadas ou é muito novo, talvez um pouco de informações não lhe faça mal. A carreira profissional do músico teve início com a banda Purgatory em 1982, que mais tarde se chamaria Tarot, a qual foi formada com o seu irmão mais velho, Zachary Hietala, pois bem, após muitos anos naquela banda, ele fez parte do Sinergy e depois como muita gente já está cansada de saber, ele fez parte do Nightwish. Após deixar o Nightwish devido a problemas com depressão crônica, o músico ficou um tempo fora do universo da música, no entanto voltando à ativa com o Northern Kings (banda com outros músicos famosos finlandeses) após um hiato de doze anos e dezessete meses que ele ficou fora dos olhares do público.

"Roses From the Deep" é o segundo álbum solo do baixista/vocalista, e traz um mix de Heavy metal, Metal Sinfônico, Progressivo, Folk e Hard rock. O primeiro álbum solo do músico ficava entre um Hard rock com progressivo, mas neste novo trabalho o som está mais pesado, mas devido a mistura mencionada, o álbum soa diversificado e isso é um ponto positivo.

O álbum inicia-se com a ótima "Frankenstein’s Wife", que conta com um refrão bem pegajoso e que não vai sair da sua mente tão cedo, uma escolha acertada para iniciar o álbum. A segunda faixa conta com a participação da sua ex-companheira no Nightwish, a Tarja Turunen, sem dúvida ambos têm uma quimica especial, embora eu nunca tenha gostado da ex-banda deles, essa faixa não tem nada a ver com o Nightwish (ainda bem) e conta com grandes melodias e harmonias vocais que deram um tempero especial.

A "Proud Whore" soa como um Deep Purple mais moderno, conta com um refrão mais simplório, mas que funcionou. Enquanto isso a faixa "The Dragon Must Die" é mais épica, sendo a mais longa do álbum com seus oito minutos de duração, com partes Folk, lembrando alguma trilha sonora de algum filme épico.

As faixas "The Devil You Know" e "Rebel of the North" soam mais Hard rock/Southern rock, enquanto que a única faixa em finlandês "Tammikuu", uma faixa bem pegajosa, embora seja impossível cantar junto e finalizando o álbum, a faixa-título que é uma balada.

Esse disco me surpreendeu bastante, sem dúvida um trabalho com qualidade, tanto as composições quanto a produção. Vale destacar também a excelente arte gráfica do álbum.

Rating: 8,5/10

Banda:

Marko Hietala - vocals/bass
Tuomas Wäinölä - guitars
Vili Ollila - keyboards
Anssi Nykänen - drums

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The Hellacopters - Head Off (relançamento 2025)


"Head Off" foi o último álbum da banda antes do fim anunciado em 2008, isso antes do retorno da banda com o álbum "Eyes of Oblivion" em 2022, "apenas" 14 anos depois, no entanto o foco será esse álbum de covers recentemente relançando no Brasil pela Shinigami Records.

A banda prestou homenagem a bandas como Dead Moon, New Bomb Turks, Demons, The Robots, The Turpentines, entre outras. Se eu conhecia essas bandas? Não, com certeza não, ou seja, esse álbum não é o típico álbum de músicas covers de bandas conhecidas e como a própria banda comentou na época: "Músicas boas demais para que não sejam ouvidas".

Bom, eu até entendo a intenção da banda com esse álbum, mas por ter sido um álbum que marcaria o encerramento das atividades da banda na época, eu não acredito que tenha sido uma decisão muito sábia, pois encerrar a carreira com um álbum de covers já é questionável, mas um com bandas praticamente desconhecidas foi um pouco demais.

Tendo dado a minha visão acima, então as bandas coverizadas aqui não são do meu gosto particular, embora algumas sejam até divertidas, mas não acho que esse álbum tenha sigo algo necessário na época, talvez agora com esse relançamento faça mais sentido, no entanto vai mais para a questão do gosto pessoal de cada um.

Ainda bem que a banda voltou depois e lançou outros bons álbuns, então eu recomendo esse álbum apenas para aqueles que realmente curtem a banda e querem ter a discografia completa, mas para aqueles que não possuem nada da banda, eu recomendo procurar por outros ótimos álbuns que eles possuem.

Rating: 6,5/10

Banda:

Nicke Andersson - guitar, percussion, e-bow, lead vocals, backing vocals
Robert Dahlqvist - guitar, backing vocals
Chips Kiesbye - backing vocals, vocals, percussion
Kenny Hakansson - bass
Robert Eriksson - drums, backing vocals
Anders Lindstrom - keyboards

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Technophobia - Anti-Human Terror


Technophobia é uma banda de Thrash metal/Crossover da Polônia (o vocalista é mexicano), formada em 2023 e que naquele mesmo ano lançaram esse EP "Anti-Human Terror" apenas digitalmente, no então ele foi relançado em formato físico pela Ossuary Records no ano seguinte.

O EP inicia-se com a faixa-título e ela é simplesmente uma faixa poderosa de Thrash metal, rápida, com riffs pesados e algumas passagens Crossover. Uma faixa crua e com toda a energia de uma voadora no peito, sem dúvida alguma o som desses jovens é agressivo e gostei muito disso.

A próxima "Pandemic Fear" é outra pedrada e que conta com passagens punk, mas não deixando o Thrash metal de lado, pois os riffs e bateria do estilo ainda se fazem presentes. A "Red Haven" segue quase a mesma linha da anterior.

Encerrando temos a "No Solution", essa totalmente recomendada para um "stage diving", uma faixa no melhor estilo da banda SOD, a qual conta com vocais totalmente insanos.

Esse EP tem apenas onze minutos distribuídos entre quatro faixas, mas garanto que vale a pena conferi-lo, especialmente se você curte bandas como o SOD, Nuclear Assault, DRI, etc.

Rating: 7,5/10

Banda:

Ozrata Masakrovich - Vocals
Kajetan Krzanowski - Guitar
Bartosz Pinkowski - Bass
Piotr Rumiński - Drums

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DGM - Endless


A banda de Metal Progressivo, DGM (o nome faz referência aos membros fundadores Diego, Gianfranco e Maurizio), foi formada há 30 anos atrás, mais exatamente em 1996, mesmo ano que lançaram o primeiro EP e agora chegam ao seu décimo segundo disco com "Endless" e que conta com a mesma formação desde 2009, quando lançaram o álbum "Frame".

Não tem como negar que eles pegaram uma boa dose do estilo do Dream Theater, embora eles tenham algumas diferenças, eu diria que o som deles é mais acessível e mais fácil de absorver, com melodias que lembram mais as bandas europeias do estilo, no entanto a influência do Dream Theater é clara.

As guitarras e os teclados têm um grande destaque nesse álbum, ambos criaram melodias muito bem feitas, mas no geral a banda é técnica em todos os departamentos, pois basta ouvir a primeira faixa "Promises" que tem um início acústico e que vai mudando com os seus teclados atmosféricos, riffs de guitarra energéticos e vocalizações convincentes, já deixando uma boa impressão logo de cara.

Em "The Great Unknown" a banda mantém as características da anterior, mas com um refrão mais emotivo, dando um certo ar dramático e ao mesmo tempo com melodias marcantes. Os fãs do Dream Theater têm tudo para gostar da faixa "The Wake", pois lembra muito a banda americana.

"Final Call" é a melhor faixa do álbum na minha opinião e traz momentos perfeitos entre melodia, técnica, pois a parte técnica é praticamente perfeita e aliada aos vocais melódicos acompanhados por backing vocals deram um toque especial e, encerrando o álbum, temos a longa "Endless Echoes", aquela típica faixa de Metal Progressivo, com suas mudanças de andamentos e sentimentos ao longo dos seus 14 minutos.

"Endless" é um disco obrigatório para quem curte um Metal Progressivo, especialmente se você é fá de bandas como o Dream Theater e Symphony X.

Rating: 8/10

Banda:

Mark Basile - vocals
Simone Mularoni - guitars
Emanuele Casali - keyboards
Andrea Arcangeli - bass
Fabio Constantino - drums

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Night Slasher - S/T


Night Slasher é uma banda de Black/Thrash/Speed metal da Lituânia, formada em 2014 com o nome Alcotopia, que lançou um álbum chamado "It Hits The Spot" em 2019. O som da banda era um Speed/Thrash metal, mas com a mudança do nome para Night Slasher, o som ficou mais sombrio e pesado, embora o Speed/Thrash metal ainda se fazem presentes.

A primeira faixa "Ice" dá início ao álbum e serve como exemplo da agressividade, tantos nos riffs, quanto na velocidade e me preparou para o restante do álbum. A próxima "Black Trip" me lembrou um pouco o Children of Bodom, tirando as devidas diferenças, claro. A "Clyster Lizard" é outro destaque e eu até consigo comparar um pouco essa música com a banda Razor.

Embora as faixas "Liver Ripper" e a "Ablaze" comecem lentas, isso é apenas uma introdução para a destruição que vem a seguir, inclusive a segunda me lembrou uma versão mais veloz do Running Wild da época do "Gates to Purgatory".

As últimas duas faixas "Tower" e "Satan in the Hall" demonstram uma certa variação, especialmente a segunda, pois vai para um estilo mais tradicional do Thrash metal, isso não tira o mérito, pois ambas as faixas são excelentes.

O Night Slasher é sem dúvida alguma uma grande revelação, especialmente para quem curte um Black/Thrash/Speed metal no melhor estilo oldschool e recomendo que todos confiram o mais rápido possível.

Rating: 8,5/10

Banda:

Laurynas Karka - Vocals
Juozapas Bočkus - Guitars, Vocals (backing)
Tomas Ivanovas - Bass, Vocals (backing)
Dmitrijus Matvejevas - Drums

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