Iconic - II


Eu ouvi falar do Iconic em 2022 como mais um projeto da Frontiers Records que reunia alguns nomes bem conhecidos da cena Hard rock, no caso membros do Whitesnake, Dead Daisies, Stryper e Inglorious. Agora o projeto chega ao seu segundo álbum simplesmente intitulado "II" e que foi lançado no Brasil pela Shinigami Records.

O álbum começa muito bem com a faixa "Cry No More", pois é energética e conta com grande riffs e solos de guitarra, além de um excelente refrão para cantar junto. Eu consegui ouvir um pouco do Stryper na faixa "Open My Eyes", especialmente nos riffs iniciais, e também conta com grandes solos que aparentemente foram divididos entre Michael Sweet e Joel Hoekstra.

Uma das minhas favoritas é a emotiva e melódica "Tears Keep On Falling", não tem como não destacar o vocalista Nathan James, ele é um grande vocalista, sem dúvidas, o cara mandou muito bem, inclusive ele mandou muito bem em todas as músicas. Ele repete o feito na fantástica "Take Me To The Place", sem contar com o grande trabalho nas guitarras.

As minhas favoritas do álbum chegaram, primeiramente com a incrível "Nothing Left For Me", inclusive não tem como não lembrar do Whitesnake ao ouvi-la. O mesmo ocorre na próxima "Far Away", outra música com melodias incríveis, trabalho de guitarras exemplar e vocalizações que emocionam.

Os destaques não terminaram ali, pois a "Valley Of Lost Souls" é muito boa, uma faixa com um clima mais épico unido a um Hard rock melódico que combinaram muito bem. Encerrando o disco temos a "Heart Of Stone", mais uma que segue a linha Whitesnake.

A música contida neste álbum é fantástica, claro, não tem nada que não ouvimos antes, mas o material foi tão bem composto e produzido que salta aos ouvidos, sem contar os incríveis músicos envolvidos, aliás, não tem como não comentar sobre a performance do Tommy Aldridge, que apesar dos seus 75 anos de idade, o seu estilo de tocar bateria ainda é incrível e deu uma energia extra ao álbum. Não esquecendo do fantástico baixista Marco Mendoza que preencheu muito bem as músicas. Enfim, um disco muito recomendado.

Banda:

Nathan James - vocals
Michael Sweet - guitars, vocals
Joel Hoekstra - guitars
Marco Mendoza - bass
Tommy Aldridge - drums

Antonio Agate - keyboards
Marco Pastorino - Backing Vocals

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Ruthless - Curse Of The Beast

O Ruthless fez parte da época do Heavy metal clássico americano quando lançou o álbum "Discipline Of Steel" em 1986, um clássico do Power/Heavy metal e sucessor do excelente EP "Metal Without Mercy" de 1984. O álbum ganhou destaque cena underground, mas devido a quantidade de bandas de metal na época, o Ruthless nunca conseguiu dar saltos mais altos, então a banda se separou em 1988 e voltando à ativa apenas em 2008.

As coisas tomaram um certo rumo e duas décadas após o primeiro álbum, a banda lançou três álbuns e "Curse Of The Beast" é o mais novo álbum poderoso de Heavy metal e sucessor do "The Fallen" de 2024, que foi resenhado por este que vos fala.

Depois da introdução "The Blood Moon", é hora de conferir a faixa-título "Curse Of The Beast", e sem dúvida é um hino totalmente focado no Heavy metal clássico que não deixa nada a desejar, especialmente se você curte o velho Metal Church, por exemplo.

Algo do Judas Priest pode ser ouvido na "Racing Violence", inclusive o álbum contém o cover "Metal Gods", no entanto, a próxima "Berserker" é ainda melhor e fez esse velho headbanger feliz com seus riffs matadores e vocais do Sammy DeJohn dando um toque de agressividade e ganhando destaque instantâneo. A faixa "Suffocation Fear" tem uma sonoridade NWOBHM e novamente com vocais excelentes dando um toque especial à música.

A segunda parte do álbum começa forte com a "Sign Of The Cross" (não, não é um cover do Iron Maiden), com seus riffs a la Accept, enquanto que a "Killed By Fate”, um ataque pesado de energia com seus riffs e bateria que te convidam ao headbanging.

Outra que ficou entre as minhas favoritas é a "Hallowed Groud", isso é Heavy metal amigo, riffs na cara, vocais matadores e com uma pegada totalmente anos 80.

"Curse Of The Beast" é um álbum de Heavy/Power metal puro e finalmente temos o Ruthless lançando álbuns regularmente e se estabelecendo na cena Heavy metal atual.

Banda:

Sammy DeJohn - Vocals
Glen Paul - Guitars
Sandy K. Vasquez - Bass
Joe Aghassi - Drums

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Tesla - Homage


"Homage" é um disco quase totalmente de covers, eu digo quase porque há uma música original, a "Never Alone", que seria o interesse maior para os fãs do Tesla e realmente é uma boa balada, no entanto, o disco possui covers bem legais que vamos conferir a seguir.

Gravar covers não é algo inédito para o Tesla, eles fazem isso desde o primeiro álbum, inclusive eles começaram a sua carreira como uma banda cover. Eles gravaram dois álbuns de covers antes: "Real To Reel" e "Real To Reel II" em 2007 e "Homage" é outro álbum com versões de diversas bandas e artistas que influenciaram o Tesla.

Tirando a faixa "I Love You" do Climax Blues Band, que foi gravada anteriormente e ganhou essa nova versão, o restante são covers inéditos. O álbum tem um ótimo inicio com a versão da "Bring It On Home" do Sam Cooke, um Blues que caiu como uma luva para o estilo do Tesla.

A versão de "Spread Your Wings" do Queen ficou muito legal, uma das melhores do álbum, assim como o cover do Supertramp "Give A Little Bit" que ficou interessante sem perder a essência da versão original. Outra cover que o Tesla colocou a sua roupagem com maestria é a versão "I Wish It Would Rain" do The Temptations.

Falando em maestria, nada jamais adequado e rock n' roll do que a versão de "If I Can Dream" do Elvis Presley. É muito difícil imitar ou mesmo superar qualquer coisa que o Elvis cantou, mas essa versão tratou com respeito a versão original e com um tempero no estilo Tesla.

O Badfinger tem um história triste, mas a musica deles foi muito bem representada com a "Come And Get It". Em seguida temos a "I Got You" de James Brown, também uma boa versão.

"The Ballad Of Curtis Loew", clássica faixa do Lynyrd Skynyrd está presente e, claro, não supera a original, mas o Tesla acertou mais uma vez na escolha e execução. A mesma regra foi aplicada na versão da "Have You Ever Seen The Rain" do Creedence Clearwater Revival, o Tesla mostrou como se faz novamente.

"Homage" é um disco agradável de covers tocado por músicos que realmente gostam desses artistas e fizeram o disco valer a pena para quem aprecia música de qualidade.

Banda:

Jeff Keith - vocals
Frank Hannon - guitar, keyboards, piano, organ, backing vocals
Dave Rude - guitar, backing vocals, bass
Brian Wheat - bass, keyboards, piano, backing vocals
Steve Brown - drums, percussion

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Masterplan - Metalmorphosis


O Roland Grapow formou inicialmente o Masterplan como um projeto quando ainda estava no Helloween, depois da sua saída, o Masterplan se tornou a sua banda principal e lançou dois clássicos do Power metal com os seus dois primeiros discos, especialmente o primeiro. Ambos contavam com os excepcionais vocais de Jørn Lande, além do Uli Kusch na bateria, também ex-Helloween.

Após aqueles dois discos, o Masterplan passou por algumas mudanças na formação, entrando e saindo membros, apenas mantendo a mesma formação a partir do álbum "PumpKings" e após longos 13 anos de espera temos finalmente o novo álbum intitulado "Metalmorphosis", lançado no Brasil pela Shinigami Records.

"Metamorphosis" não é um álbum que resgata aquela sonoridade dos dois primeiros álbuns, mas que manteve a essência e adicionou um peso extra, uma sonoridade mais "sombria" e moderna, algo parecido com o que o Roland fez no "The Dark Ride" do Helloween. O disco tem uma produção muito boa que ficou a cargo do próprio Grapow em seu estúdio na Eslováquia.

O disco tem início com a faixa "Chase The Light", que foi escolhida como primeiro single e videoclipe do álbum. Ela é sem dúvida uma grande faixa, inclusive lembra um pouco a "Spirit Never Die" do primeiro álbum da banda. Vale dar destaque ao vocalista Rick Altzi, pois a sua voz rouca e ao mesmo tempo melódica ajudou muito no resultado.

A segunda faixa "Electric Nights" é mais grudenta, especialmente em seu refrão, enquanto que os solos do Grapow brilham e o teclado traz um clima mais melódico à faixa. A "Bound to Fall" é a faixa mais pesada do disco e merece destaque, assim como a "`Pain of Yesterday", que embora tenha uma pegada pesada, ela apresenta passagens com sons do Oriente Médio. 

Provavelmente a minha música favorita do álbum seja a faixa-título "Metalmorphosis", que lembra a passagem do Grapow no Helloween, uma excelente faixa de Power metal, que conta mais uma vez com um refrão e construções melódicas marcantes.

A "Through The Storm" é outra faixa que lembra a fase clássica da banda e também a mais veloz do álbum e remete à época de ouro do Power metal do começo dos anos 2000.

A longa e progressiva "The Call" serve para demonstrar um outro lado do Masterplan, no entanto, essa música ainda manteve o refrão cativante somado a mudanças de andamento.

O Masterplan não tentou se reiventar ou soar exatamente como os primeiros álbuns, mas sem dúvida foi resgatado um pouco da essência daqueles álbuns e "Metalmorphosis" é um ótimo retorno, sendo assim, eu espero que não demore lançar um novo álbum após esse novo.

Banda:

Rick Altzi - Vocals
Roland Grapow - Guitars
Axel Mackenrott - Keyboards
Jari Kainulainen - Bass
Kevin Kott - Drums

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Big Big Train - Woodcut


Big Big Train é uma banda internacional de Rock Progressivo, que conta com integrantes da Inglaterra, Itália, EUA, Suécia e Noruega, assim totalizando 7 integrantes. Fundada em 1990, o Big Big Train começou como um projeto de estúdio e isso se confirma com as pouquíssimas apresentações ao vivo, sendo que o primeiro show ocorreu em 2015, mas aparentemente a banda se prepara para uma turnê ainda neste ano.

"Woodcut" é um álbum conceitual baseado em um personagem chamado "O Artista", que luta com a criatividade e os desafios da vida, mas vamos deixar de lado essa parte e vamos focar no que realmente interessa, a música.

A música do septeto é baseada em melodias abundantes, como era de se esperar de um álbum de Rock Progressivo, e passagens sonoras épicas que transmitem a história conceitual. A faixa-título é um dos destaques com seus 7 minutos de vocalizações e solos muitos bons. Enquanto que a faixa "Arcadia" vai para o lado mais Neoclássico com instrumentos tradicionais.

"Chimaera" é uma música Folk acústica e "Dead Point" tem algo do Marillion. A faixa instrumental "Cut and Run" é mais acelerada com boas passagens de teclado e bateria.

Este álbum é uma viagem músical e pode exigir várias audições para compreendê-lo, pelo menos na minha opinião, portanto, eu recomendo que dê uma chance se você curte um Rock Progressivo.

Banda:

Alberto Bravin - Vocal, Guitarra, Teclados
Nick D?virgilio - Bateria, Percussão, Guitarra Acústica de 12 cordas, Vocal
Oskar Holldorff - Teclados, Vocal
Clare Lindley - Violino, Guitarra Acústica, Vocal
Paul Mitchell - Trompete, Trompete Piccolo, Vocal
Rikard Sjöblom - Guitarra, Teclados, Vocal
Gregory Spawton - Baixo, Pedais de baixo, Guitarra Acústica de 12 cordas, Mellotron, Vocal

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The Hellacopters - Cream Of The Crap! Collected Non-Album Works, Vol. 3


O rock n' roll sueco do Hellacopters está de volta. Fundada em 1994, e se reunindo novamente em 2016, a banda conta com diversos álbuns em sua discografia. Os mais recentes são: "Eyes of Oblivion" e “Overdrive”, os quais trouxeram a banda de volta aos holofotes.

A banda lançou duas coletâneas antes: "Cream of the Crap Vol. 1" e "Cream of the Crap Vol. 2". Ambos os discos apresentam músicas de lados B, faixas não incluídas em álbuns ou de EPs. Agora a banda apresenta a mais nova coletânea: "Cream of the Crap! Vol. 3" com a mesma proposta, lançada pela Shinigami Records no Brasil.

"Cream of the Crap! Vol. 3" inclui 23 músicas, algumas delas foram lançadas entre 1998 e 2005. As faixas foram todas remasterizadas, como é possível conferir na primeira "Long Gone Loser", que aliás é muito boa. As influências musicais do The Hellacopters remontam às décadas de 60 e 70. Essas influências são claras em faixas como a "Disappointment Blues" e a "Freeway to Hell".

Uma boa parte deste disco é composta por covers de artistas como o Alice Cooper, The Temptations, Bob Seger, Smokey Robinson, Sonic's Rendezvous Band, MC5, The Damned, Motörhead, Ramones e Radio Birdman. Com destaque para os covers: "Workin' For MCA" do Lynyrd Skynyrd, "Speedfreak" do Motörhead e a "I'm Eighteen" do Alice Cooper.

Para quem é fã da banda é uma boa oportunidade para adquirir essa coletânea contendo faixas raras lançadas em diversos formatos, pois é quase impossível ter tudo dessa banda e que foram lançados em diversos países, etc.

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Jethro Tull - Aqualung Live


Essa apresentação do Jethro Tull foi lançada originalmente em 2005 e foi remasterizada em 2025. O show na época teve 40 convidados apenas, pois foi um especial chamado: "Then Again Live", na qual bandas eram convidadas a tocar um de seus álbuns na sua integralidade.

A qualidade do som está muito boa, especialmente comparada com a versão original deste disco, mesmo que não seja igual a um show com uma plateia completa, que acabou faltando a empolgação e barulho da galera. Na época, a formação da banda estava tocando há 10 anos juntos, mas claro, o ponto de força maior da banda é a presença de Ian Anderson e Martin Barre.

"Aqualung Live" é simplesmente as músicas do álbum original na sequência como é no disco de estúdio de 1971. Os destaques do álbum são a faixa-título "Aqualung", "My God", e, claro, a clássica "Locomotive Breath". Destacando os vocais de Ian Anderson e as guitarras de Martin Barre.

Sem dúvida este é um produto feito para os fãs da banda, mas não significa que também não seja atrativo para qualquer pessoa com bom gosto musical e que curta álbuns clássicos como o "Aqualung".

Banda:

Ian Anderson - Vocal, Flauta, Guitarra Acústica
Martin Barre - Guitarra
Doane Perry - Bateria & Percussão
Andrew Giddings - Piano, Órgão & Teclados
Jonathan Noyce - Baixo

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Dream Theater - Live in Tokyo, 2010


O Dream Theater está de volta com uma série de gravações ao vivo que estavam arquivadas, e neste caso é especial por se tratar da última apresentação do Mike Portnoy antes de sua saída até o seu retorno em 2023. No caso, este foi gravado no Summer Sonic Festival em Tóquio no ano de 2010.

"Live in Tokyo" possui apenas seis faixas e foi gravado na turnê do disco "Black Clouds & Silver Linings". Inclusive quase todas as faixas daquele disco estão aqui, exceto as faixas "The Shattered Fortress" e "The Best of Time", além da faixa "Prophets of War" do álbum "Systematic Chaos" e "Pull Me Under/Metropolis" do "Images and Words". Totalizando 75 minutos.

O álbum começa com a "A Nightmare to Remember", que conta com 15 minutos de duração, e ainda com vocais de Portnoy em uma passagem meio "rapper". Essa música fala sobre um acidente de carro presenciado pelo John Petrucci, então essa música tem um clima mais obscuro. Enquanto que a próxima "A Rite of Passage" é a mais bonita, especialmente o seu refrão cativante e solos espetaculares.

A balada "Wither" é apenas razoável na minha opinião, no entanto, a "The Count Of Tuscany" é uma verdadeira aula nas guitarras e tem um senso melódico que percorre toda a faixa, uma interação interessante entre guitarra e teclado, além dos vocais do Labrie que ajudaram a moldar a estrutura melódica. Claro, não posso deixar de mencionar as clássicas "Pull Me Under/Metropolis" que encerram o disco

Este arquivo ao vivo é um registro válido para os fãs do Dream Theater, o qual foi marcado como o último show do Portnoy com a banda, mas que também mostrou o nível absurdo que a banda estava na época e que foi perdido um pouco com a saída do Portnoy, mesmo que a banda tenha lançado depois alguns bons álbums.

Banda:

James LaBrie - Vocals
John Petrucci - Guitars, Vocals
John Myung - Bass
Mike Portnoy - Drums, Vocals
Jordan Rudess - Keyboards

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Tyketto - Closer to the Sun


"Closer to the Sun" é o sexto álbum de estúdio do Tyketto, ele demorou 10 anos para chegar, mas acredite em mim quando digo que valeu a espera.

O álbum tem um ótimo início com a faixa single "Higher than High", uma música no melhor estilo do Tyketto clássico, com riffs de guitarra vibrantes, ela foi uma ótima escolha para iniciar o álbum. Tenho que mencionar que a voz do Danny Vaughn está maravilhosa e soando como nos velhos tempos.

A segunda música "Starts with a Feeling" tem passagens mais acústicas, essa semibalada é outro exemplo como os caras conseguiram compor um álbum com uma vibe da época que começaram, mesmo tendo uma formação diferente.

O Hard rock volta com a "Bad for Good", mas é na seguinte "We Rise" que realmente a coisa fica empolgante, pois essa faixa remete à fase clássica do disco "Don't Come Easy" e possui um excelente refrão para cantar junto.

"Donnowhuddidis" é um título estranho, mas apesar disso é uma faixa alto astral e mostra a versatilidade do Danny Vaughn em suas interpretações vocais. Falando em alto astral, a faixa-título é uma das melhores do álbum, sem dúvida, pois possui um refrão matador e um solo de guitarra dignos de elogios.

A "Hit Me Where it Hurts" é mais pesada e com um solo bem legal, aliás, o guitarrista Harry Scott Elliott tem um excelente performance no álbum todo. 

A power ballad "The Picture" começa com uns acordes lentos, depois é conduzida por um piano, que servem de introdução para um refrão épico e emocionante.

O violão aparece novamente na "Far and Away", essa faixa me lembrou algo da carreira solo do Danny Vaughn. A última música "The Brave" encerra o álbum em grande estilo e deixando aquela vontade de apertar o play novamente.

Eu sempre fui fã do Tyketto e do Danny desde os tempos do Waysted e posso dizer com toda certeza que esse álbum é muito melhor do que eu esperava, talvez não tão bom quanto o "Reach", mas chegou muito perto e com certeza vale a pena.

Banda:

Danny Vaughn - vocals, guitars, harmonica
Harry Scott Elliott - guitars, backing vocals
Chris Childs - bass, backing vocals
Johnny Dee - drums, backing vocals
Ged Rylands - keyboards, backing vocals

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Michael Sweet - The Master Plan


Acho que ninguém tem dúvida que Michael Sweet tem uma grande voz, além de ser um guitarrista muito bom. Isso já foi provado em vários álbuns lançados pelo Stryper e em sua carreira solo. Agora neste novo álbum "The Master Plan", o qual transborda intimismo, assim como comentado pelo próprio Michael Sweet: 
Não consigo dizer há quanto tempo queria fazer este álbum. Acho que, subconscientemente, comecei a fazê-lo quando ainda era criança. Toda a música que me influenciou ao longo dos anos está se revelando neste disco. Certamente não é algo padronizado. É único, muito eclético e singular, mas era exatamente isso que eu queria. Há algo para todos, e espero que vocês estejam tão animados quanto eu.

Dito tudo aquilo acima, sim, este disco é bem eclético estilisticamente, ou seja, não espere um álbum de Hard rock ou mesmo Metal, mas um álbum com diversas passagens acústicas e uma sutil influência Country. 

A primeira faixa que dá nome ao álbum "The Master Plan" é excelente, pois contém melodias suaves, sendo bem emocional e consegue transmitir a sensação que você terá ao ouvir este álbum, lembrando um pouco bandas como o Boston ou Journey. A segunda música "Lord" é a única que se aproxima de um Hard rock, embora seja mais acessível, ainda possuindo um refrão interessante.

Temos a balada dramática "Eternally" como destaque, que serve para mostrar a capacidade do Sweet como vocalista. A "Your Lead I'll Follow" lembra aquelas trilhas musicais de filmes antigos e soa como uma versão do ABBA com a voz de Michael Sweet.

Depois da primeira faixa, eu incluo tranquilamente a "Desert Stream" como a minha favorita. Ela possui grandes vocais que oscilam entre altos e baixos, além de backings vocals no estilo gospel dando um toque especial a faixa.

Encerrando o álbum temos a "Worship You", uma boa faixa que conta novamente com grandes vocalizações, além de um solo de guitarra muito legal, ou seja, além de um excelente vocalista, o Michael Sweet é um excelente guitarrista, como comentei no começo desta resenha.

O resultado é um álbum leve e agradável de ser ouvido, mas que manteve a essência rock de qualquer forma e pode agradar aqueles com a mente mais aberta. Eu particularmente gostei do disco e recomendo.

Banda:

Michael Sweet - vocals, guitar
Michael Kelly - bass guitar, mandolin
Tom Diehl - drums, percussion
Charlie O'Neal - guitar on track 4
Darren Barrett - horns on track 5
Paul McNamara - keyboards on track 1
McKendree Augustas Tucker - keyboards, piano, orchestration on track 1
Jeff Savage - keyboards, piano, organ on tracks 4

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Black Swan - Paralyzed


O Black Swan é uma banda formada por Robin McAuley (McAuley Schenker Group), Reb Beach (Winger, Whitesnake), Jeff Pilson (Foreigner, The End Machine, ex-Dokken) e Matt Starr (Ace Frehley, Mr. Big). "Paralysed" é o terceiro disco deste supergrupo.

Os dois primeiros álbuns ganharam destaque entre os fãs e a mídia especializada, então a expectativa para este novo álbum era grande. Portanto, vamos analisar a musicalidade contida neste lançamento.

O estilo do Black Swan é um Hard rock com grande ênfase em riffs, solos e grandes interpretações vocais por parte do Robin MacAuley e fica difícil de acreditar que ele tem 73 anos de idade com a sua performance vocal. Além disso, o excelente trabalho por parte do grande Reb Beach, como de costume. Diferente de outros super grupos da Frontiers Records, que inclusive mencionei acima, este é muito mais focado nas guitarras, deixando os teclados apenas como coadjuvantes.

A primeira faixa "When the Cold Wind Blows" vai na linha mais metal melódico, sem deixar o lado Hard rock de lado, ou seja, uma faixa energética e melódica ao mesmo tempo, com destaque total aos vocais e guitarras. A próxima música "The Death of Me" é um Hard rock típico dos anos 80, assim como a "Different Kinda Woman".

Uma das melhores faixas é a "If I Was King", um Hard rock de primeira, menos festivo, mas uma verdadeira aula de como se fazer boa música, assim como a "The Fire and the Flame" que é mais Metal, mas mantendo o Hard rock enraizado aqui e ali.

Outra faixa sensacional é a "Carry On', novamente com uma boa dose de peso e serve para demonstrar toda a qualidade vocal do Robin MacAuley, inclusive em linhas mais agressivas. Claro, as guitarras do Rob Beach são destaques, como sempre.

A faixa-título também merece destaque por sua energia contagiante, todavia, encerrando o disco temos a excelente "What the Future Holds" com uma linha de baixo do Jeff Pilson servindo como introdução a uma faixa mais cadenciada e com um excelente solo de guitarra.

Para quem curtiu os dois primeiros álbuns do Black Swan, não há receio ao adquirir "Paralyzed", pois estilisticamente é o tipo de Hard rock empolgante, sem medo de soar melódico quando é preciso, com um leve toque metálico. Sem duvidas que o termo "supergrupo" foi válido no caso do Black Swan e vale totalmente a aquisição.

Banda:

Robin McAuley - vocals
Reb Beach - guitars
Jeff Pilson - bass
Matt Starr - drums

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Battle Beast - Steelbound


Battle Beast é uma banda finlandesa de Heavy/Power metal com vocais femininos, bom, pelo menos é como eles se auto intitulam, no entanto, eu achei esse álbum sofrível do início ao fim, especialmente para os meus ouvidos acostumados com bons nomes do estilo, inclusive vindos da Finlândia.

Eu não consigo entender o hype em cima dessa banda, tirando os vocais da Noora Louhimo (que saiu da banda em 2025), os quais são apenas razoáveis na minha opinião, o som da banda é uma mistura insossa de Heavy/Power metal com Pop, na verdade muito mais Pop/Eletrônico do que Metal, eu quase me senti dentro de uma danceteria ouvindo este disco e realmente me senti constrangido por estar ouvindo algo assim.

Eu ouvi esse disco duas vezes para tentar entender e quem sabe gostar do que eu estava ouvindo, pois alguns discos exigem mais audições para entendê-los, mas sinceramente foi impossível e apenas serviu para piorar a minha frustração.

Eu fui ler outras resenhas para ver se eu estava exagerando, mas não, muita gente não gostou também, mas claro, também li resenhas de pessoas que gostaram dizendo que é um álbum "fantástico" com passagens de Metal e Hard rock, mas não sei com quais ouvidos aquelas pessoas ouviram, pois não consegui encontrar nada que eu possa chamar de Metal e Hard rock no sentido tradicional dessas palavras.

Infelizmente é uma banda e disco que não posso recomendar a ninguém, mesmo sabendo que tem gente que gosta, mas esse tipo de "Power metal" mais moderno não é aceitável para mim e me fez sentir muita falta dos clássicos do estilo que saíram na segunda metade dos anos 90.

Banda:

Noora Louhimo - vocals
Joona Björkroth - guitars
Juuso Soinio - guitars
Eero Sipilä - bass
Janne Björkroth - keyboards
Pyry Vikki - drums

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Saxon - Eagles Over Hellfest


O Saxon é uma banda com meio século de existência e que dispensa maiores apresentações, pois eles continuam firmes e fortes, e este novo álbum ao vivo é a prova de que eles têm muita lenha para queimar ainda. O Saxon permaneceu fiel às suas raízes em sua longa carreira. Claro, tivemos alguns álbuns mais comerciais, mas não tem como negar a importância e influência dessa potência surgida no famoso movimento NWOBHM, e agora, com a entrada de Brian Tatler, do Diamond Head, como guitarrista em tempo integral, eles continuam a sua trajetória para mostrar ao mundo o seu Heavy Metal britânico de primeira.

Abrindo com "Hell Fire & Damnation", do seu último álbum lançado em 2024, é a prova que a banda está mais viva do que nunca, pois é um ótimo exemplo de um clássico do Heavy Metal. Não tem como certas músicas clássicas não estarem no disco, como "Motorcycle Man" e a "Power and The Glory", que são tocadas na sequência e ambas contam com uma performance fantástica.

Após os clássicos acima, temos mais uma música do último álbum, "Madame Guillotine", uma faixa mais cadenciada e que não deixa de ser mais um exemplo de um Heavy metal bem feito. Depois disso, a fantástica "Heavy Metal Thunder" do álbum com o mesmo nome, lançado em 2002.

Continuando, a banda toca uma sequência que parece mais uma coletânea, temas os clássicos absolutos da banda com as faixas "Dallas 1 p.m.", The Eagle Has Landed", "Strong Arm Of The Law", "Denim and Leather", "Wheels of Steel", "747 (Strangers in the Night", "Crusader" e encerrando o disco, a "Prince of the Night".

Para nós, fãs de música, fãs de Heavy metal, o fato do Saxon estar na ativa e lançando discos muitos bons é algo para se orgulhar. Este álbum é pura nostalgia, executado com muita energia e recomendado para qualquer fã do Saxon e de Heavy metal em geral.

Banda:

Biff Byford - Vocals
Doug Scarratt - Guitars
Brian Tatler - Guitars
Nibbs Carter - Bass
Nigel Glockler - Drums

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Servator - The Dark Triad


Servator é uma banda de Thrash/Death metal formada em Helmstedt, Alemanha. É bem provável que você nunca tenha ouvido falar deles, mas a banda existe há 33 anos, o segundo álbum foi lançado há 16 anos atrás e apenas agora chegaram ao seu terceiro álbum de estúdio. Detalhe: A banda estava com a mesma formação há três décadas, no entanto, aparentemente o baterista Alex saiu neste ano.

As influências de Death metal estão mais nos vocais de Mirco Brandes, mas o álbum contém vocais mais limpos cantados pelo guitarrista Peter Geißler, embora apareça em poucos momentos, mas sonoramente falando, o som é um Thrash metal das antigas.

A primeira faixa "Drown in Blood" é pesada e podemos conferir os citados vocais de Death metal somados a riffs pesados, enquanto que na segunda "Burn After Bleeding" surgem os vocais mais limpos do guitarrista.

A minha música preferida do álbum é a brutal "Deffensive Mutilation" com seus riffs empolgantes e andamento mais acelerado, um Thrash metal dos bons. A faixa "Pale Horse" é outra que eu gostei, pois é mais cadenciada e possui riffs legais e encerrando o álbum temos a rápida "Re-Pulse".

"The Dark Triad" é um bom álbum, eu não o chamaria de empolgante ou algo fora do comum, especialmente devido ao tempo que levou para sair, mas se você curte o estilo, vale conferir.

Banda:

Mirco Brandes - Bass, Vocals
Peter Geißler - Guitars, Vocals
Chrille - Lead Guitars
Alex - Drums

Contato:

Wings of Steel - Winds of Time


O Wings of Steel em seu segundo álbum acrescentou mais metal progressivo em comparação ao primeiro álbum, com muito mais coisas do Queensrÿche e Crimson Glory, por exemplo, o que para mim é excelente, mesmo porque eles ainda mantiveram em sua sonoridade o som de outros nomes do metal tradicional.

A longa faixa que dá nome ao disco "Winds of Time" vai mais na linha de um Power metal com algumas inclusões ao metal progressivo, com riffs e vocais vibrantes, alternando entre velocidade e balada na mesma música.

A "Saints and Sinners" imediatamente mostra a sua velocidade e sua pegada a la Judas Priest da era Painkiller, enquanto que em "Crying" surge um Hard rock melódico, embora ainda mantenha aspectos do Power metal.

"To Die in Holy War" e a "Lights Go Out" também são destaques, a primeira lembra Crimson Glory e a segunda é uma faixa menos "feliz", mostrando um lado mais sério. O álbum termina com a excelente "Flight of the Eagle" que possui um refrão e melodias brilhantes.

Esse álbum é imersivo, sem dúvida, eu não diria que é perfeito, pois ainda há espaço para melhorias, mesmo assim o material contido nele é muito bom e particularmente eu achei esse álbum superior ao primeiro, então recomendo ouvi-lo agora mesmo.

Banda:

Leo Unnermark - Vocals
Parker Halub - Guitars, Bass, Songwriting
Damien Rainaud - Drums

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Treat - The Wild Card


A banda sueca de Hard rock, Treat, foi formada em 1981 e lançou cinco excelentes álbuns nos anos 80, no entanto, a banda se separou em 1993, voltando à ativa em 2006 com o grande álbum "Coup of Grace". Esse retorno rendeu mais três álbuns de estúdio e um ao vivo e agora temos o mais novo álbum intitulado "The Wild Card", lançado no Brasil pela Shinigami Records.

Eu posso dizer tranquilamente que esse novo álbum é o melhor desde o "Coup of Grace", pois é o típico álbum que não se deve pular uma única música, cada música foi muito bem escrita, com uma produção muito boa, riffs e melodias abundantes que transbordam e que ficam melhores ainda a cada audição.

Para quem ainda não conhece o som dos caras, é um Hard rock melódico com influências de AOR com aquela pegada dos anos 80, e claro, com refrãos que grudam na mente.

O álbum abre com "Out With a Bang", uma canção com um refrão marcante combinado com melodias pegajosas. A próxima "Rodeo" é uma música com uma pegada mais comercial e soando nostálgica, falando nisso, a faixa "1985" tem exatamente essa característica, e que música meus amigos! Outra nesse mesmo estilo e que é uma das minhas favoritas é a "Back to the Future".

Um pouco de peso é adicionado na "Hand On Heart" e na meio Def Leppard "Mad Honey", enquanto que a "Heaven's Waiting" é mais açucarada, lembrando aquela fase boa dos primeiros álbuns do Bryan Adams.

A música "Your Majesty" é uma semi-balada mais moderna, radiofônica ao mesmo tempo, mas é difícil resistir ao seu excelente refrão. Falando sobre refrão marcante, a "In the Blink of an Eye" possui isso, além de ser muito divertida e totalmente alto astral e encerrando álbum temos a "One Minute to Breathe", que é mais uma faixa vibrante e uma viagem nostálgica.

Como mencionei no início, o álbum fica melhor a cada nova audição, sendo um prazer do início ao fim, sendo altamente recomendado.

Banda:

Robert Ernlund - lead vocals
Anders Wikstrom - guitar, vocals
Nalle Pahlsson - bass, vocals
Jamie Borger - drums
Patrik Appelgren - keyboards, vocals

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Wings of Steel - Gates of Twilight


O Wings of Steel faz parte da nova geração de bandas de Heavy metal, as quais buscam inspiração nas bandas clássicas dos anos 80, não apenas no metal, mas no caso do Wings of Steel, no Hard rock também. O som deles me lembrou uma mistura de Crimson Glory, Saxon, Judas Priest, Queensryche, inclusive o vocalista Leo Unnermark lembra o Geoff Tate e Ray Gillen.

A banda foi formada em 2019 e esse álbum de estreia saiu em 2023 e agora foi relançado pela Shinigami Records no Brasil, e posso afirmar que esse debut foi e ainda é uma grande estreia, com uma produção muito boa, riffs matadores e as citadas vocalizações que impressionam e se destacam no meio de várias bandas tentando resgatar às glórias do passado.

As composições são variadas, por exemplo, a primeira faixa "Liar in Love" é mais cadenciada, mas com melodias belíssimas a la Crimson Glory. Já na próxima "Fall in Line" a agressividade toma conta, com riffs e andamentos cavalgados, além de um refrão marcante. Algo mais próximo do Power metal pode ser ouvido na faixa "Cry of the Damned" e o destaque total do vocalista na "Leather and Lace".

O álbum possui duas baladas: "She Cries", que é realmente boa e a "Slave of Sorrows", essa é apenas razoável na minha opinião, mas não chega a ser ruim e encerrando o álbum temos uma mais atmosférica "Into the Sun".

No geral, o Wings of Steel traz uma abordagem vibrante e excelentes composições com uma certa dose de personalidade, pois a banda não é apenas um clone de Iron Maiden ou Judas Priest, mas sim, uma banda ainda jovem que está desenvolvendo a sua sonoridade de uma forma bem positiva. Um álbum totalmente recomendado.

Banda:

Leo Unnermark - Vocals
Parker Halub - Guitars/Bass
Mike Mahan - Drums

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Stryper - The Greatest Gift Of All


O Stryper tem mais de quarenta anos de carreira e apenas agora decidiram lançar um álbum completo de Natal, antes a banda tinha lançado apenas uma música em 1985. Eu sinceramente nunca fui fã da temática natalina, especialmente depois de ouvir os álbuns com essa proposta do Twisted Sister ou Rob Halford, por exemplo, embora o Trans-Siberian Orchestra seja a exceção nesse tipo de tema.

Então finalmente eu posso dizer que eu gostei de mais um álbum de Natal, pois "The Greatest Gift Of All" é bem legal, ele é dividido em duas partes, sendo a primeira metade de músicas inéditas e a segunda metade por músicas tradicionais. Todas elas com aquele som característico do Stryper, ou seja, riffs pesados e melodias abundantes.

A faixa-título, "The Greatest Gift Of All", traz aquele típico som do Stryper, mas claro, com um toque natalino. O primeiro single do álbum "Still The Light" é a que menos soa natalina, na verdade ela não tem nada a ver com Natal, mas sim, uma faixa pesada, assim como a regravação da "Reason For The Season" que foi gravada originalmente no álbum "The Yellow and Black Attack".

Outra inédita legal é a "Go Tell It On The Mountain", essa soa como uma típica faixa de Hard rock, não obstante ela soar como algo que tem a ver com o Natal. Falando das releituras, as que têm destaque são "Little Drummer Boy, "Joy To The World" e "Silent Night", essa última destaca bem a excelente voz do Michael Sweet.

Sem dúvida esse é um álbum de Natal que vale a pena conferir, não chega a ser tão bom quanto o Trans-Siberian Orchestra, claro, mas cumpriram a promessa de um bom álbum de Natal para os fãs da banda.

Banda:

Michael Sweet - Vocals/Guitar
Robert Sweet - Drums
Oz Fox - Guitar/Vocals
Perry Richardson - Bass/Vocals

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Bay Leaf - Bilder einer Ausstellung


Embora essa banda alemã possua trinta e sete anos de carreira, cinco álbuns de estúdio, diversas demos e um álbum ao vivo, ela é muito desconhecida do grande público e com este novo álbum não acho que isso vai mudar, um dos fatos é que as letras estão totalmente na língua alemã e o estilo da banda neste novo álbum está diferente dos álbuns anteriores que soam mais Heavy/Power metal e metal progressivo.

Bom, primeiramente tenho que dizer que o estilo do som adotado neste álbum foi algo que me decepcionou, pois eu esperava o mesmo estilo de outrora, mas infelizmente eles optaram por uma sonoridade mais morosa e somado ao fato das letras estarem em alemão acabou não ajudando, infelizmente. Outra coisa decepcionante é o fato do álbum ter sido lançado em CD-R e os livretos foram imprimidos por eles mesmos, não foi a primeira vez, mas eu esperava algo mais profissional dessa vez.

Dito aquilo acima, ainda é possível encontrar algumas boas músicas, como a "Das Feuer Brennt" que soa como uma música tradicional alemã, com teclados e um clima festivo, mesmo eu não sabendo do que se trata a letra.

A faixa "Atlantis Grüßt" tem a mesma pegada da primeira, mas com inclusões de progressivo, mas infelizmente é nítido que a banda utilizou bateria eletrônica neste álbum, o que acaba tirando o mérito de destaque, infelizmente.

A faixa-título é uma faixa instrumental bem interessante e conta com passagens do compositor russo Modest Mussorgsky. Embora o vocalista York Milchraum tenha uma voz aceitável quando canta em inglês, foi bom ter essa pausa, pois a voz dele não soa a mesma em alemão.

Não sei se a música "Schmied (RamTamTam)" é alguma piada, mas ela soa como se fosse, enquanto que a faixa "Pharao" lembrou alguma coisa do álbum "Ramses The Great" com seus temas sobre o Egito antigo.

Infelizmente o álbum não alcançou as expectativas em vários aspectos, a produção não é legal, as mencionadas letras em alemão, além da bateria eletrônica, não ajudaram no resultado final e espero que seja possível um novo álbum no futuro para reparar todos esses pontos negativos.

Banda:

York Milchraum - vocals
Manfred Mikonya - guitar, bass, drums, backing vocals
Jutta Mikonya - keyboards, backing vocals

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Mud Slick - Keep Crawlin' In The Mud


Essa banda de Hard rock da Suiça foi formada em 1992 e infelizmente não durou muito tempo após o lançamento do segundo álbum, pois houve mudanças na formação depois desse álbum de estreia e a mudança na sonoridade no segundo álbum, além da ascenção do grunge que acabou prejudicando, assim resultando no encerramento das atividades no ano de 2000.

Após um longo hiato, a banda voltou à ativa com dois membros originais, o guitarrista Serge Christen e o baterista Heinz Baumann, e para comemorar a volta da banda, eles relançaram o álbum de estreia em CD e vinil, o excelente "Keep Crawlin' In The Mud" lançado originalmente em 1993.

Falando sobre esse álbum, se você curte os primeiros álbuns do Gotthard (especialmente o álbum "Dial Hard") e o Shakra, você tem que conferir esse álbum do Mud Slick, pois ele tem aquela pegada mais pesada, mas ainda com excelentes melodias e vocalizações, aliás, o vocalista tem uma voz rasgada bem legal, como uma versão mais agressiva do Sammy Hagar.

Não há tempo para respirar ao ouvir esse álbum, é um grande álbum de Hard rock, cheio de energia, grandes refrãos e o já citado excelente vocalista, um álbum realmente agradável de ouvir e indispensável na coleção de quem curte o estilo. As minhas músicas favoritas são: "Licence To Touch","Girls Are On Fire","Manhunt","Little Girl Don't Talk Too Much" e a "Back On Track", esta última praticamente Heavy metal, excelente!

Com esse relançamento é uma ótima oportunidade para conferir o som dos caras, pois é um álbum que soa atemporal e merece ser conferido com toda certeza por aqueles com bom gosto musical

Banda:

Ronnie Fontana - vocals
Serge Christen - guitar
Dan Lee - bass
Heinz Baumann - drums

Formação atual:

Fabio Chiodi - vocals
Serge Christen - guitars
Daniel Schmid - bass
Heins Baumann - drums

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