Dream Theater - Live in Tokyo, 2010


O Dream Theater está de volta com uma sua série de gravações ao vivo que estavam arquivadas, e neste caso é especial por se tratar da última apresentação do Mike Portnoy antes de sua saída até o seu retorno em 2023. No caso, este foi gravado no Summer Sonic Festival em Tóquio no ano de 2010.

"Live in Tokyo" possui apenas seis faixas e foi gravado na turnê do disco "Black Clouds & Silver Linings". Inclusive quase todas as faixas daquele disco estão aqui, exceto as faixas "The Shattered Fortress" e "The Best of Time", além da faixa "Prophets of War" do álbum "Systematic Chaos" e "Pull Me Under/Metropolis" do "Images and Words". Totalizando 75 minutos.

O álbum começa com a "A Nightmare to Remember", que conta com 15 minutos de duração, e ainda com vocais de Portnoy em uma passagem meio "rapper". Essa música fala sobre um acidente de carro presenciado pelo John Petrucci, então essa música tem um clima mais obscuro. Enquanto que a próxima "A Rite of Passage" é a mais bonita, especialmente o seu refrão cativante e solos espetaculares.

A balada "Wither" é apenas razoável na minha opinião, no entanto, a "The Count Of Tuscany" é uma verdadeira aula nas guitarras e tem um senso melódico que percorre toda a faixa, uma interação interessante entre guitarra e teclado, além dos vocais do Labrie que ajudaram a moldar a estrutura melódica. Claro, não posso deixar de mencionar as clássicas "Pull Me Under/Metropolis" que encerram o disco

Este arquivo ao vivo é um registro válido para os fãs do Dream Theater, o qual foi marcado como o último show do Portnoy com a banda, mas que também mostrou o nível absurdo que a banda estava na época e que foi perdido um pouco com a saída do Portnoy, mesmo que a banda tenha lançado depois alguns bons álbums.

Banda:

James LaBrie - Vocals
John Petrucci - Guitars, Vocals
John Myung - Bass
Mike Portnoy - Drums, Vocals
Jordan Rudess - Keyboards

Contato:

Tyketto - Closer to the Sun


"Closer to the Sun" é o sexto álbum de estúdio do Tyketto, ele demorou 10 anos para chegar, mas acredite em mim quando digo que valeu a espera.

O álbum tem um ótimo início com a faixa single "Higher than High", uma música no melhor estilo do Tyketto clássico, com riffs de guitarra vibrantes, ela foi uma ótima escolha para iniciar o álbum. Tenho que mencionar que a voz do Danny Vaughn está maravilhosa e soando como nos velhos tempos.

A segunda música "Starts with a Feeling" tem passagens mais acústicas, essa semibalada é outro exemplo como os caras conseguiram compor um álbum com uma vibe da época que começaram, mesmo tendo uma formação diferente.

O Hard rock volta com a "Bad for Good", mas é na seguinte "We Rise" que realmente a coisa fica empolgante, pois essa faixa remete à fase clássica do disco "Don't Come Easy" e possui um excelente refrão para cantar junto.

"Donnowhuddidis" é um título estranho, mas apesar disso é uma faixa alto astral e mostra a versatilidade do Danny Vaughn em suas interpretações vocais. Falando em alto astral, a faixa-título é uma das melhores do álbum, sem dúvida, pois possui um refrão matador e um solo de guitarra dignos de elogios.

A "Hit Me Where it Hurts" é mais pesada e com um solo bem legal, aliás, o guitarrista Harry Scott Elliott tem um excelente performance no álbum todo. 

A power ballad "The Picture" começa com uns acordes lentos, depois é conduzida por um piano, que servem de introdução para um refrão épico e emocionante.

O violão aparece novamente na "Far and Away", essa faixa me lembrou algo da carreira solo do Danny Vaughn. A última música "The Brave" encerra o álbum em grande estilo e deixando aquela vontade de apertar o play novamente.

Eu sempre fui fã do Tyketto e do Danny desde os tempos do Waysted e posso dizer com toda certeza que esse álbum é muito melhor do que eu esperava, talvez não tão bom quanto o "Reach", mas chegou muito perto e com certeza vale a pena.

Banda:

Danny Vaughn - vocals, guitars, harmonica
Harry Scott Elliott - guitars, backing vocals
Chris Childs - bass, backing vocals
Johnny Dee - drums, backing vocals
Ged Rylands - keyboards, backing vocals

Contato:

Michael Sweet - The Master Plan


Acho que ninguém tem dúvida que Michael Sweet tem uma grande voz, além de ser um guitarrista muito bom. Isso já foi provado em vários álbuns lançados pelo Stryper e em sua carreira solo. Agora neste novo álbum "The Master Plan", o qual transborda intimismo, assim como comentado pelo próprio Michael Sweet: 
Não consigo dizer há quanto tempo queria fazer este álbum. Acho que, subconscientemente, comecei a fazê-lo quando ainda era criança. Toda a música que me influenciou ao longo dos anos está se revelando neste disco. Certamente não é algo padronizado. É único, muito eclético e singular, mas era exatamente isso que eu queria. Há algo para todos, e espero que vocês estejam tão animados quanto eu.

Dito tudo aquilo acima, sim, este disco é bem eclético estilisticamente, ou seja, não espere um álbum de Hard rock ou mesmo Metal, mas um álbum com diversas passagens acústicas e uma sutil influência Country. 

A primeira faixa que dá nome ao álbum "The Master Plan" é excelente, pois contém melodias suaves, sendo bem emocional e consegue transmitir a sensação que você terá ao ouvir este álbum, lembrando um pouco bandas como o Boston ou Journey. A segunda música "Lord" é a única que se aproxima de um Hard rock, embora seja mais acessível, ainda possuindo um refrão interessante.

Temos a balada dramática "Eternally" como destaque, que serve para mostrar a capacidade do Sweet como vocalista. A "Your Lead I'll Follow" lembra aquelas trilhas musicais de filmes antigos e soa como uma versão do ABBA com a voz de Michael Sweet.

Depois da primeira faixa, eu incluo tranquilamente a "Desert Stream" como a minha favorita. Ela possui grandes vocais que oscilam entre altos e baixos, além de backings vocals no estilo gospel dando um toque especial a faixa.

Encerrando o álbum temos a "Worship You", uma boa faixa que conta novamente com grandes vocalizações, além de um solo de guitarra muito legal, ou seja, além de um excelente vocalista, o Michael Sweet é um excelente guitarrista, como comentei no começo desta resenha.

O resultado é um álbum leve e agradável de ser ouvido, mas que manteve a essência rock de qualquer forma e pode agradar aqueles com a mente mais aberta. Eu particularmente gostei do disco e recomendo.

Banda:

Michael Sweet - vocals, guitar
Michael Kelly - bass guitar, mandolin
Tom Diehl - drums, percussion
Charlie O'Neal - guitar on track 4
Darren Barrett - horns on track 5
Paul McNamara - keyboards on track 1
McKendree Augustas Tucker - keyboards, piano, orchestration on track 1
Jeff Savage - keyboards, piano, organ on tracks 4

Contato:


Black Swan - Paralyzed


O Black Swan é uma banda formada por Robin McAuley (McAuley Schenker Group), Reb Beach (Winger, Whitesnake), Jeff Pilson (Foreigner, The End Machine, ex-Dokken) e Matt Starr (Ace Frehley, Mr. Big). "Paralysed" é o terceiro disco deste supergrupo.

Os dois primeiros álbuns ganharam destaque entre os fãs e a mídia especializada, então a expectativa para este novo álbum era grande. Portanto, vamos analisar a musicalidade contida neste lançamento.

O estilo do Black Swan é um Hard rock com grande ênfase em riffs, solos e grandes interpretações vocais por parte do Robin MacAuley e fica difícil de acreditar que ele tem 73 anos de idade com a sua performance vocal. Além disso, o excelente trabalho por parte do grande Reb Beach, como de costume. Diferente de outros super grupos da Frontiers Records, que inclusive mencionei acima, este é muito mais focado nas guitarras, deixando os teclados apenas como coadjuvantes.

A primeira faixa "When the Cold Wind Blows" vai na linha mais metal melódico, sem deixar o lado Hard rock de lado, ou seja, uma faixa energética e melódica ao mesmo tempo, com destaque total aos vocais e guitarras. A próxima música "The Death of Me" é um Hard rock típico dos anos 80, assim como a "Different Kinda Woman".

Uma das melhores faixas é a "If I Was King", um Hard rock de primeira, menos festivo, mas uma verdadeira aula de como se fazer boa música, assim como a "The Fire and the Flame" que é mais Metal, mas mantendo o Hard rock enraizado aqui e ali.

Outra faixa sensacional é a "Carry On', novamente com uma boa dose de peso e serve para demonstrar toda a qualidade vocal do Robin MacAuley, inclusive em linhas mais agressivas. Claro, as guitarras do Rob Beach são destaques, como sempre.

A faixa-título também merece destaque por sua energia contagiante, todavia, encerrando o disco temos a excelente "What the Future Holds" com uma linha de baixo do Jeff Pilson servindo como introdução a uma faixa mais cadenciada e com um excelente solo de guitarra.

Para quem curtiu os dois primeiros álbuns do Black Swan, não há receio ao adquirir "Paralyzed", pois estilisticamente é o tipo de Hard rock empolgante, sem medo de soar melódico quando é preciso, com um leve toque metálico. Sem duvidas que o termo "supergrupo" foi válido no caso do Black Swan e vale totalmente a aquisição.

Banda:

Robin McAuley - vocals
Reb Beach - guitars
Jeff Pilson - bass
Matt Starr - drums

Contato:

Battle Beast - Steelbound


Battle Beast é uma banda finlandesa de Heavy/Power metal com vocais femininos, bom, pelo menos é como eles se auto intitulam, no entanto, eu achei esse álbum sofrível do início ao fim, especialmente para os meus ouvidos acostumados com bons nomes do estilo, inclusive vindos da Finlândia.

Eu não consigo entender o hype em cima dessa banda, tirando os vocais da Noora Louhimo (que saiu da banda em 2025), os quais são apenas razoáveis na minha opinião, o som da banda é uma mistura insossa de Heavy/Power metal com Pop, na verdade muito mais Pop/Eletrônico do que Metal, eu quase me senti dentro de uma danceteria ouvindo este disco e realmente me senti constrangido por estar ouvindo algo assim.

Eu ouvi esse disco duas vezes para tentar entender e quem sabe gostar do que eu estava ouvindo, pois alguns discos exigem mais audições para entendê-los, mas sinceramente foi impossível e apenas serviu para piorar a minha frustração.

Eu fui ler outras resenhas para ver se eu estava exagerando, mas não, muita gente não gostou também, mas claro, também li resenhas de pessoas que gostaram dizendo que é um álbum "fantástico" com passagens de Metal e Hard rock, mas não sei com quais ouvidos aquelas pessoas ouviram, pois não consegui encontrar nada que eu possa chamar de Metal e Hard rock no sentido tradicional dessas palavras.

Infelizmente é uma banda e disco que não posso recomendar a ninguém, mesmo sabendo que tem gente que gosta, mas esse tipo de "Power metal" mais moderno não é aceitável para mim e me fez sentir muita falta dos clássicos do estilo que saíram na segunda metade dos anos 90.

Banda:

Noora Louhimo - vocals
Joona Björkroth - guitars
Juuso Soinio - guitars
Eero Sipilä - bass
Janne Björkroth - keyboards
Pyry Vikki - drums

Contato:

Saxon - Eagles Over Hellfest


O Saxon é uma banda com meio século de existência e que dispensa maiores apresentações, pois eles continuam firmes e fortes, e este novo álbum ao vivo é a prova de que eles têm muita lenha para queimar ainda. O Saxon permaneceu fiel às suas raízes em sua longa carreira. Claro, tivemos alguns álbuns mais comerciais, mas não tem como negar a importância e influência dessa potência surgida no famoso movimento NWOBHM, e agora, com a entrada de Brian Tatler, do Diamond Head, como guitarrista em tempo integral, eles continuam a sua trajetória para mostrar ao mundo o seu Heavy Metal britânico de primeira.

Abrindo com "Hell Fire & Damnation", do seu último álbum lançado em 2024, é a prova que a banda está mais viva do que nunca, pois é um ótimo exemplo de um clássico do Heavy Metal. Não tem como certas músicas clássicas não estarem no disco, como "Motorcycle Man" e a "Power and The Glory", que são tocadas na sequência e ambas contam com uma performance fantástica.

Após os clássicos acima, temos mais uma música do último álbum, "Madame Guillotine", uma faixa mais cadenciada e que não deixa de ser mais um exemplo de um Heavy metal bem feito. Depois disso, a fantástica "Heavy Metal Thunder" do álbum com o mesmo nome, lançado em 2002.

Continuando, a banda toca uma sequência que parece mais uma coletânea, temas os clássicos absolutos da banda com as faixas "Dallas 1 p.m.", The Eagle Has Landed", "Strong Arm Of The Law", "Denim and Leather", "Wheels of Steel", "747 (Strangers in the Night", "Crusader" e encerrando o disco, a "Prince of the Night".

Para nós, fãs de música, fãs de Heavy metal, o fato do Saxon estar na ativa e lançando discos muitos bons é algo para se orgulhar. Este álbum é pura nostalgia, executado com muita energia e recomendado para qualquer fã do Saxon e de Heavy metal em geral.

Banda:

Biff Byford - Vocals
Doug Scarratt - Guitars
Brian Tatler - Guitars
Nibbs Carter - Bass
Nigel Glockler - Drums

Contato:

Servator - The Dark Triad


Servator é uma banda de Thrash/Death metal formada em Helmstedt, Alemanha. É bem provável que você nunca tenha ouvido falar deles, mas a banda existe há 33 anos, o segundo álbum foi lançado há 16 anos atrás e apenas agora chegaram ao seu terceiro álbum de estúdio. Detalhe: A banda estava com a mesma formação há três décadas, no entanto, aparentemente o baterista Alex saiu neste ano.

As influências de Death metal estão mais nos vocais de Mirco Brandes, mas o álbum contém vocais mais limpos cantados pelo guitarrista Peter Geißler, embora apareça em poucos momentos, mas sonoramente falando, o som é um Thrash metal das antigas.

A primeira faixa "Drown in Blood" é pesada e podemos conferir os citados vocais de Death metal somados a riffs pesados, enquanto que na segunda "Burn After Bleeding" surgem os vocais mais limpos do guitarrista.

A minha música preferida do álbum é a brutal "Deffensive Mutilation" com seus riffs empolgantes e andamento mais acelerado, um Thrash metal dos bons. A faixa "Pale Horse" é outra que eu gostei, pois é mais cadenciada e possui riffs legais e encerrando o álbum temos a rápida "Re-Pulse".

"The Dark Triad" é um bom álbum, eu não o chamaria de empolgante ou algo fora do comum, especialmente devido ao tempo que levou para sair, mas se você curte o estilo, vale conferir.

Banda:

Mirco Brandes - Bass, Vocals
Peter Geißler - Guitars, Vocals
Chrille - Lead Guitars
Alex - Drums

Contato:

Wings of Steel - Winds of Time


O Wings of Steel em seu segundo álbum acrescentou mais metal progressivo em comparação ao primeiro álbum, com muito mais coisas do Queensrÿche e Crimson Glory, por exemplo, o que para mim é excelente, mesmo porque eles ainda mantiveram em sua sonoridade o som de outros nomes do metal tradicional.

A longa faixa que dá nome ao disco "Winds of Time" vai mais na linha de um Power metal com algumas inclusões ao metal progressivo, com riffs e vocais vibrantes, alternando entre velocidade e balada na mesma música.

A "Saints and Sinners" imediatamente mostra a sua velocidade e sua pegada a la Judas Priest da era Painkiller, enquanto que em "Crying" surge um Hard rock melódico, embora ainda mantenha aspectos do Power metal.

"To Die in Holy War" e a "Lights Go Out" também são destaques, a primeira lembra Crimson Glory e a segunda é uma faixa menos "feliz", mostrando um lado mais sério. O álbum termina com a excelente "Flight of the Eagle" que possui um refrão e melodias brilhantes.

Esse álbum é imersivo, sem dúvida, eu não diria que é perfeito, pois ainda há espaço para melhorias, mesmo assim o material contido nele é muito bom e particularmente eu achei esse álbum superior ao primeiro, então recomendo ouvi-lo agora mesmo.

Banda:

Leo Unnermark - Vocals
Parker Halub - Guitars, Bass, Songwriting
Damien Rainaud - Drums

Contato:

Treat - The Wild Card


A banda sueca de Hard rock, Treat, foi formada em 1981 e lançou cinco excelentes álbuns nos anos 80, no entanto, a banda se separou em 1993, voltando à ativa em 2006 com o grande álbum "Coup of Grace". Esse retorno rendeu mais três álbuns de estúdio e um ao vivo e agora temos o mais novo álbum intitulado "The Wild Card", lançado no Brasil pela Shinigami Records.

Eu posso dizer tranquilamente que esse novo álbum é o melhor desde o "Coup of Grace", pois é o típico álbum que não se deve pular uma única música, cada música foi muito bem escrita, com uma produção muito boa, riffs e melodias abundantes que transbordam e que ficam melhores ainda a cada audição.

Para quem ainda não conhece o som dos caras, é um Hard rock melódico com influências de AOR com aquela pegada dos anos 80, e claro, com refrãos que grudam na mente.

O álbum abre com "Out With a Bang", uma canção com um refrão marcante combinado com melodias pegajosas. A próxima "Rodeo" é uma música com uma pegada mais comercial e soando nostálgica, falando nisso, a faixa "1985" tem exatamente essa característica, e que música meus amigos! Outra nesse mesmo estilo e que é uma das minhas favoritas é a "Back to the Future".

Um pouco de peso é adicionado na "Hand On Heart" e na meio Def Leppard "Mad Honey", enquanto que a "Heaven's Waiting" é mais açucarada, lembrando aquela fase boa dos primeiros álbuns do Bryan Adams.

A música "Your Majesty" é uma semi-balada mais moderna, radiofônica ao mesmo tempo, mas é difícil resistir ao seu excelente refrão. Falando sobre refrão marcante, a "In the Blink of an Eye" possui isso, além de ser muito divertida e totalmente alto astral e encerrando álbum temos a "One Minute to Breathe", que é mais uma faixa vibrante e uma viagem nostálgica.

Como mencionei no início, o álbum fica melhor a cada nova audição, sendo um prazer do início ao fim, sendo altamente recomendado.

Banda:

Robert Ernlund - lead vocals
Anders Wikstrom - guitar, vocals
Nalle Pahlsson - bass, vocals
Jamie Borger - drums
Patrik Appelgren - keyboards, vocals

Contato:

Wings of Steel - Gates of Twilight


O Wings of Steel faz parte da nova geração de bandas de Heavy metal, as quais buscam inspiração nas bandas clássicas dos anos 80, não apenas no metal, mas no caso do Wings of Steel, no Hard rock também. O som deles me lembrou uma mistura de Crimson Glory, Saxon, Judas Priest, Queensryche, inclusive o vocalista Leo Unnermark lembra o Geoff Tate e Ray Gillen.

A banda foi formada em 2019 e esse álbum de estreia saiu em 2023 e agora foi relançado pela Shinigami Records no Brasil, e posso afirmar que esse debut foi e ainda é uma grande estreia, com uma produção muito boa, riffs matadores e as citadas vocalizações que impressionam e se destacam no meio de várias bandas tentando resgatar às glórias do passado.

As composições são variadas, por exemplo, a primeira faixa "Liar in Love" é mais cadenciada, mas com melodias belíssimas a la Crimson Glory. Já na próxima "Fall in Line" a agressividade toma conta, com riffs e andamentos cavalgados, além de um refrão marcante. Algo mais próximo do Power metal pode ser ouvido na faixa "Cry of the Damned" e o destaque total do vocalista na "Leather and Lace".

O álbum possui duas baladas: "She Cries", que é realmente boa e a "Slave of Sorrows", essa é apenas razoável na minha opinião, mas não chega a ser ruim e encerrando o álbum temos uma mais atmosférica "Into the Sun".

No geral, o Wings of Steel traz uma abordagem vibrante e excelentes composições com uma certa dose de personalidade, pois a banda não é apenas um clone de Iron Maiden ou Judas Priest, mas sim, uma banda ainda jovem que está desenvolvendo a sua sonoridade de uma forma bem positiva. Um álbum totalmente recomendado.

Banda:

Leo Unnermark - Vocals
Parker Halub - Guitars/Bass
Mike Mahan - Drums

Contato:

Stryper - The Greatest Gift Of All


O Stryper tem mais de quarenta anos de carreira e apenas agora decidiram lançar um álbum completo de Natal, antes a banda tinha lançado apenas uma música em 1985. Eu sinceramente nunca fui fã da temática natalina, especialmente depois de ouvir os álbuns com essa proposta do Twisted Sister ou Rob Halford, por exemplo, embora o Trans-Siberian Orchestra seja a exceção nesse tipo de tema.

Então finalmente eu posso dizer que eu gostei de mais um álbum de Natal, pois "The Greatest Gift Of All" é bem legal, ele é dividido em duas partes, sendo a primeira metade de músicas inéditas e a segunda metade por músicas tradicionais. Todas elas com aquele som característico do Stryper, ou seja, riffs pesados e melodias abundantes.

A faixa-título, "The Greatest Gift Of All", traz aquele típico som do Stryper, mas claro, com um toque natalino. O primeiro single do álbum "Still The Light" é a que menos soa natalina, na verdade ela não tem nada a ver com Natal, mas sim, uma faixa pesada, assim como a regravação da "Reason For The Season" que foi gravada originalmente no álbum "The Yellow and Black Attack".

Outra inédita legal é a "Go Tell It On The Mountain", essa soa como uma típica faixa de Hard rock, não obstante ela soar como algo que tem a ver com o Natal. Falando das releituras, as que têm destaque são "Little Drummer Boy, "Joy To The World" e "Silent Night", essa última destaca bem a excelente voz do Michael Sweet.

Sem dúvida esse é um álbum de Natal que vale a pena conferir, não chega a ser tão bom quanto o Trans-Siberian Orchestra, claro, mas cumpriram a promessa de um bom álbum de Natal para os fãs da banda.

Banda:

Michael Sweet - Vocals/Guitar
Robert Sweet - Drums
Oz Fox - Guitar/Vocals
Perry Richardson - Bass/Vocals

Contato:

Bay Leaf - Bilder einer Ausstellung


Embora essa banda alemã possua trinta e sete anos de carreira, cinco álbuns de estúdio, diversas demos e um álbum ao vivo, ela é muito desconhecida do grande público e com este novo álbum não acho que isso vai mudar, um dos fatos é que as letras estão totalmente na língua alemã e o estilo da banda neste novo álbum está diferente dos álbuns anteriores que soam mais Heavy/Power metal e metal progressivo.

Bom, primeiramente tenho que dizer que o estilo do som adotado neste álbum foi algo que me decepcionou, pois eu esperava o mesmo estilo de outrora, mas infelizmente eles optaram por uma sonoridade mais morosa e somado ao fato das letras estarem em alemão acabou não ajudando, infelizmente. Outra coisa decepcionante é o fato do álbum ter sido lançado em CD-R e os livretos foram imprimidos por eles mesmos, não foi a primeira vez, mas eu esperava algo mais profissional dessa vez.

Dito aquilo acima, ainda é possível encontrar algumas boas músicas, como a "Das Feuer Brennt" que soa como uma música tradicional alemã, com teclados e um clima festivo, mesmo eu não sabendo do que se trata a letra.

A faixa "Atlantis Grüßt" tem a mesma pegada da primeira, mas com inclusões de progressivo, mas infelizmente é nítido que a banda utilizou bateria eletrônica neste álbum, o que acaba tirando o mérito de destaque, infelizmente.

A faixa-título é uma faixa instrumental bem interessante e conta com passagens do compositor russo Modest Mussorgsky. Embora o vocalista York Milchraum tenha uma voz aceitável quando canta em inglês, foi bom ter essa pausa, pois a voz dele não soa a mesma em alemão.

Não sei se a música "Schmied (RamTamTam)" é alguma piada, mas ela soa como se fosse, enquanto que a faixa "Pharao" lembrou alguma coisa do álbum "Ramses The Great" com seus temas sobre o Egito antigo.

Infelizmente o álbum não alcançou as expectativas em vários aspectos, a produção não é legal, as mencionadas letras em alemão, além da bateria eletrônica, não ajudaram no resultado final e espero que seja possível um novo álbum no futuro para reparar todos esses pontos negativos.

Banda:

York Milchraum - vocals
Manfred Mikonya - guitar, bass, drums, backing vocals
Jutta Mikonya - keyboards, backing vocals

Contato:

Mud Slick - Keep Crawlin' In The Mud


Essa banda de Hard rock da Suiça foi formada em 1992 e infelizmente não durou muito tempo após o lançamento do segundo álbum, pois houve mudanças na formação depois desse álbum de estreia e a mudança na sonoridade no segundo álbum, além da ascenção do grunge que acabou prejudicando, assim resultando no encerramento das atividades no ano de 2000.

Após um longo hiato, a banda voltou à ativa com dois membros originais, o guitarrista Serge Christen e o baterista Heinz Baumann, e para comemorar a volta da banda, eles relançaram o álbum de estreia em CD e vinil, o excelente "Keep Crawlin' In The Mud" lançado originalmente em 1993.

Falando sobre esse álbum, se você curte os primeiros álbuns do Gotthard (especialmente o álbum "Dial Hard") e o Shakra, você tem que conferir esse álbum do Mud Slick, pois ele tem aquela pegada mais pesada, mas ainda com excelentes melodias e vocalizações, aliás, o vocalista tem uma voz rasgada bem legal, como uma versão mais agressiva do Sammy Hagar.

Não há tempo para respirar ao ouvir esse álbum, é um grande álbum de Hard rock, cheio de energia, grandes refrãos e o já citado excelente vocalista, um álbum realmente agradável de ouvir e indispensável na coleção de quem curte o estilo. As minhas músicas favoritas são: "Licence To Touch","Girls Are On Fire","Manhunt","Little Girl Don't Talk Too Much" e a "Back On Track", esta última praticamente Heavy metal, excelente!

Com esse relançamento é uma ótima oportunidade para conferir o som dos caras, pois é um álbum que soa atemporal e merece ser conferido com toda certeza por aqueles com bom gosto musical

Banda:

Ronnie Fontana - vocals
Serge Christen - guitar
Dan Lee - bass
Heinz Baumann - drums

Formação atual:

Fabio Chiodi - vocals
Serge Christen - guitars
Daniel Schmid - bass
Heins Baumann - drums

Contato:

MotorJesus - Streets of Fire


O MotorJesus é uma banda formada na Alemanha em 2006 e antes conhecida como The Shitheadz. Este novo álbum intitulado "Streets of Fire" é o sexto disco da banda além de um álbum ao vivo e a proposta do Motorjesus é simples: um Hard rock pesado com elementos de metal, produção moderna e músicas com um refrãos e riffs marcantes, tudo de uma forma equilibrada e bem distribuída. 

O álbum foi produzido por Dan Swanö (Opeth, Dissection, Edge of Sanity), o que acabou valorizando a energia das guitarras e da bateria, deixando o som encorpado, um equilíbrio entre peso, melodia e uma dose de modernidade.

A primeira faixa "Somewhere From Beyond" é um híbrido de metal e Hard rock, com riffs energéticos e um refrão marcante. A "Back for the War" segue quase na mesma linha da primeira, mas com um toque mais moderno, enquanto que a faixa-tílulo "Streets of Fire" vai mais para o lado Hard rock, mas sem deixar o peso de lado.

A banda acelera na melódica "They Don't Die", uma das melhoraes do álbum e um dos destaques do álbum vem sem seguida com a "2. Evil" com o seu refrão que fica grudado na cabeça.

Há também outros destaques, como a "Return to the Badlands" e "New Messiah of Steel", essas com uma sonoridade mais pessoal, mas ainda mantendo as características e estruturas mencionadas anteriormente.

"Streets of Fire" é um disco agradável e que não tentou reinventar nada, mas se mostra com uma energia acima da média, melodias e produção bem feitas, valendo a pena a sua audição.

Banda:

Chris Birx - Vocals
Andreas Peters - Guitars (lead)
Patrick Wassenberg - Guitars
Dominik Kwasny - Bass
Adam Borosch - Drums

Contato:

Diamond Head - Live And Electric (UK Tour 2022)


O Diamond Head fez parte do famoso "New Wave of British Heavy Metal" e inspirou diretamente muitas bandas, sendo a mais famosas delas, o Metallica, mesmo que o Diamond Head nunca tenha alcançado o reconhecimento da grande parte do público do Heavy metal, eles foram e são importantes para a cena metálica. 

Esse é o mais novo álbum ao vivo (o sexto da discografia) e é o típico produto feito para os fãs, o qual serve para demonstrar a energia da banda ao vivo e conta com alguns clássicos bem conhecidos que comentarei a seguir.

O disco tem início com a "The Prince", do álbum clássico "Lightning To The Nations", mas logo em seguida tocam faixas mais recentes como "Bones" e "The Messenger". O vocalista Rasmus Bom Andersen tem destaque aqui, pois embora soe diferente do original, ele se mostra com um estilo próprio, e claro, não posso deixar de mencionar o guitarrista Brian Tatler que continua sendo o centro criativo da banda com os seus riffs e solos característicos.

Claro, as outras faixas que foram regravadas pelo Metallica estão aqui: "It's Electric", a "Helpless” e "Am I Evil", sendo que as duas últimas fecham o álbum, além da citada "The Prince". Essas foram regravadas no "Garage Inc." de 1998, inclusive Brian pôde focar apenas em seu trabalho musical devido às grandes vendas daquele álbum e, consequentemente, um ótimo ganho sobre os direitos autorais.

Outros bons momentos estão nas faixas "In the Heat of the Night", "Death By Design", mas é impossível negar a importância da faixa "Am I Evil?", que ficou famosa devido ao cover que o Metallica fez, mas não apenas isso, pois é um música excelente em sua versão original, no entanto, não tem como negar que é o destaque total. 

Temos muitos álbuns ao vivo saindo hoje em dia, o que acabam virando itens para fãs, mas isso não significa que esse álbum não tenha o seu valor e seja um registro válido para fãs de Heavy metal e da banda.

Banda:

Rasmus Bom Andersen – Vocals
Brian Tatler – Guitars
Andrew “Abbz” Abberley – Guitars
Paul Gaskin – Bass
Karl Wilcox – Drums

Contato:

Crowne - Wonderland


O que era um projeto com alguns músicos conhecidos da cena, quando foi lançado o álbum de estreia "Kings In The North" em 2021, quase se transformou em uma banda em 2023, eu disse quase porque a banda chegou a se apresentar ao vivo no Sweden Rock em 2023, mas sem o John Levén, e agora acaba de lançar o seu terceiro álbum "Wonderland" e disponível no Brasil pela Shinigami Records.

Um grande diferencial desse projeto capitaneado pela Frontiers Records, é que diferentemente de muitos artistas daquele selo, as músicas são compostas pelos próprios músicos da banda, não por compositores de fora da banda.

Com dois álbuns muito bons em sua discografia, os músicos Alexander Strandell - vocais (Art Nation, Lionville e Nitrate), o tecladista/guitarrista Jona Tee (H.E.A.T), o guitarrista Love Magnusson (Dynasty),  o baixista John Levén (Europe) e o baterista Christian Lundqvist (The Poodles), entregaram mais um excelente álbum de Melodic Rock, nada diferente dos outros álbuns, mas as músicas são tão boas que isso é irrelevante.

A faixa de abertura e que dá título ao álbum tem um ritmo acelerado, com algumas pitadas de Metal, mas ainda é bem melódica e conta com um refrão que fica na cabeça. A faixa single "Waiting For You" segue uma linha mais melódica e com uma mistura de Metal e Melodic Rock.

A terceira faixa "Eye Of The Oracle" é um Hard Rock melódico com um refrão que gruda na mente, ela lembra o Europe, uma das minhas favoritas do disco. O álbum continua e uma faixa interessante e diferente é a "Warlords Of The North", ela foi coescrita por Biff Byford do Saxon, então a música tem uma pegada mais pesada e conta com algumas coisas da NWOBHM. 

Um pouco de metal melódico pode ser ouvido na "Timing Is Right", que conta com certa dose de velocidade, riffs e solos de guitarra afiados e novamente um refrão marcante. Com um piano no início, já sabemos que a "Goodbye" é a balada do disco, e acredite, é uma balada muito boa, que começa totalmente anos 80, mas com um toque mais moderno em outros momentos.

Uns riffs mais pesados podem ser encontrados na "Hearts Collide", embora no geral seja mais Melodic Rock, então temos esse constraste que funcionou muito bem. Por fim, o álbum se encerra com a "The Fall", uma faixa pesada e mais "séria", com teclados dando um clima, enquanto riffs de guitarra acompanham e dão uma energia extra à faixa.

O terceiro álbum do Crownes é muito bom, sem dúvida. Os músicos e compositores criaram algo especial e seus poucos mais de trinta e sete minutos passam voando te obrigando a ouví-lo novamente, não apenas pela duração, mas pela qualidade das composições.

Banda:

Alexander Strandell - vocals
Love Magnusson - guitars
John Levén - bass
Jona Tee - keyboards/guitars
Christian Lundqvist - drums

Contato:

Attila - TV Babies 3.0


A banda Attila lançou há 30 anos atrás o seu terceiro álbum de estúdio "TV Babies". O álbum foi lançado originalmente pela selo do cantor Arthur Conley, no qual foi usado uma versão demo na época, não deixando a banda satisfeita com o resultado, então agora temos a regravação daquele álbum com a adição do "3.0" no título, clara menção aos 30 anos do álbum.

Essa regravação é o Attila clássico, o som deles sempre foi mais cru, sem muitos refrãos marcantes (talvez essa seja a parte mais fraca), e aqui não é diferente. É um Heavy/Power metal com uma bela dose de energia e a crueza do punk.

As músicas estão em uma ordem diferente do original e com duas faixas extras ("War Within", essa bem pesada por sinal e a instrumental "Dance of the Dragonfly"). Então iniciando o álbum temos a crua "Pandora's Box", que é seguida da "Parricide", essa lembra o Iron Maiden da época de Paul Di'Anno, não apenas sonoramente, mas até na voz. Não é à toa, pois o Attila sempre esteve ligado à NWOBHM, afinal foi formada na mesma época.

"Die A Second Death" tem um solo de guitarra muito legal, que é acompanhado com linhas de baixo que se destacam e outra que agrada bastante é a "Empire of 1000 Years", com suas partes lentas e rápidas, dando um certa dose de variação.

O Attila é uma banda old school, então se você curte o velho e bom Heavy metal, eu recomendo ir atrás desse álbum e também conferir os álbuns mais antigos, pois vale a pena.

Banda:

Herbie Vanderloo - Guitars, Vocals
Arjan Michels - Bass
Tom Holtewes - Drums

Contato:

Hammer King - Make Metal Royal Again


O Hammer King foi formado em 2015, mesmo ano que soltaram o seu álbum de estreia e agora dez anos depois eles lançaram o seu sétimo álbum de estúdio, nada mal para uma banda de Power metal formada há dez anos atrás.

A faixa de abertura "King For A Day" é a típica faixa que geralmente inicia álbuns do estilo: uma faixa rápida e com as inevitáveis passagens melódicas, nada que você já não tenha ouvido em centenas de bandas, como o Gamma Ray, Hammerfall ou bandas mais modernas como o Powerwolf e Sabaton.

"Make Metal Royal Again" tem aquela pegada Gamma Ray, mas com uma notável influência do Powerwolf e do Hammerfall também, especialmente em seu refrão. Uma voz de criança serve de introdução na faixa "Schlaf Kaiser Schlaf", essa com letras totalmente em alemão e que conta com a participação de Steffi Stuber do Mission in Black, uma faixa pesada e com bastante melodia. Outra que tem o idioma alemão em sua letra é a "Hammerschlacht", mas com partes em inglês também, outra boa faixa.

À medida que o álbum avança para a metade, "For Crown and Kingdom" e 'Kneel Before The Throne" mantêm o ritmo, mas não reinventam ou tentam soar diferentes, mas mantêm a boa dose de energia e melodia das anteriores.

A "Major Domus" é uma das que eu mais gostei, especialmente pelo fato de ser mais cadenciada, enquanto que a "Hell Awaits The King" é mais um exemplo do típico Power metal europeu e a última faixa "The Last Kingdom" dá um toque dramático e possui algumas passagens acústicas medievais. O álbum ainda conta com um cover de "Danger Zone" do cantor americano Kenny Loggins como bônus, essa música fez parte do filme Top Gun.

Como mencionei anteriormente, o Hammer King não tenta inovar em nada, mas esse disco não deixa de ser algo interessante para quem curte um Power metal, especialmente bandas como o Powerwolf, Hammerfall, Gamma Ray, Stormwarrior, entre outras.

Banda:

Titan Fox V - Vocals, Guitars
Gino Wilde - Guitars, Vocals (choirs)
Günt von Schratenau - Bass
Count Shandorian - Drums

Contato:

Giant - Stand and Deliver


A banda Giant nos remete ao final dos anos 80, mais especificamente no final daquela década, com o clássico álbum de estreia "Last of the Runaways" de 1989, seguido do excelente "Time to Burn" de 1992, esse lançado quando o malfadado grunge já tinha explodido, como resultado e com a saída do Dann Huff (vocalista e guitarrista) a banda separou-se. 

Muitos anos depois os membros originais remanescentes, Dann Huff (vocalista/guitarrista), David Huff (bateria) e Mike Brignadello (baixo) reformaram a banda e lançaram o ótimo "III" em 2001 e um acústico em 2003. sendo o último a contar com Dann Huff na banda. Após esse período e contando com o vocalista Terry Brock (ex-Strangeways), a banda lançou um bom álbum "Promise Land" em 2010, no entanto a banda trocou novamente de vocalista, desta vez os vocais ficaram a cargo de Kent Hilli (Perfect Plan), e com ele saiu o álbum "Shifting Time" de 2022 e agora acabou de sair do forno "Stand and Deliver", lançado no Brasil através da parceria Shinigami Records e Frontiers Records.

O que eu posso comentar, logo de cara, é que "Stand and Deliver" é muito melhor do que o último álbum, o novo guitarrista Jimmy Westerlund fez um ótimo trabalho, inclusive lembrando em alguns momentos o Dann Huff, então esse novo álbum me lembrou mais os primórdios da banda, mas claro, com ressalvas.

Os vocais de Ken Hilli tentaram emular os vocais do Dann Huff, e ele conseguiu com uma certa dose de maestria e isso ajudou no resultado final, assim fazendo que faixas como "It's Not Right", essa uma pérola do AOR com seu refrão marcante e melodias bem feitas, o primeiro single "Hold The Night" que é outro destaque, a qual me lembrou algo do segundo álbum "Time to Burn", uma faixa que cresce a cada audição, uma faixa digna de elogio. Outra que segue essa linha é a "I Will Believe", mas soando mais lenta no começo, para depois transbordar em um excelente refrão.

Contando com uma introdução de piano e que se desenvolve com um refrão marcante logo em seguida, a "It Ain't Over Till It's Over" é outro destaque, enquanto que a "Time to Call It Love" tem uma pegada mais emotiva e ao mesmo tempo pegajosa.

Esse álbum é muito bom e superou as minhas expectativas, eu não posso afirmar que a velha mágica da banda está intacta aqui, mas esse álbum foi um grande esforço, eu não tenho dúvidas quanto a isso. Super recomendado.

Rating: 8,5/10

Band:

Mike Brignardello - bass
David Lyndon Huff - drums
Jimmy Westerlund - lead guitar
Kent Hilli lead - vocals

Geir Ronning - backing vocals
Luca Princiotta - additional guitars
Alessandro Del Vecchio - keyboards
Leif Ehlin - keyboards

Contato:

W.E.T. - Apex


O supergrupo W.E.T. está de volta com o seu quinto álbum de estúdio depois de um hiato de quatro anos. Sucessor do excelente "Retransmission" de 2021, esse novo album intitulado "Apex" segue a tradição dos álbuns anteriores com um Hard rock melódico, com composições que grudam na mente, excelente instrumentação e vocais de Jeff Scott Soto.

Uma das grandes vantagens do W.E.T., é que embora eles sempre soam iguais nos álbuns, mas nunca soando enjoativo, pois os discos são sempre sólidos, com doses impressionantes de músicas cativantes, refrãos grudentos e grandes melodias, realmente não decepcionando em nenhum momento, inclusive as duas baladas do álbum são lindas, especialmente a belíssima "Pleasure & Pain".

A primeira faixa "Believer" me lembrou o Talisman com as suas devidas diferenças, a próxima "This House Is On Fire" é cativante, que lembra às vezes a banda Eclipse, banda de Erik Mårtensson, membro e compositor dos álbuns do W.E.T., além da banda Work of Art. 

A empolgante "What Are We Fighting For" é outro destaque, mas a próxima "Where Are the Heroes Now" é sem dúvida uma das melhores e empolgantes do álbum, energética, com um dueto vocal incrível entre Jeff e Erik e que já vale o disco.

Eu poderia citar outras faixas, mas seria em muito em vão, pois vale conferir cada faixa desse álbum e ouvi-lo repetidamente na sequência sem cansar, portanto faça um favor para você mesmo e adquira esse álbum o mais rápido possível.

Banda:

Jeff Scott Soto – Vocals
Erik Mårtensson – Vocals, Guitars, Keyboards
Robert Säll – Guitars, Keyboards
Magnus Henriksson – Guitars
Andreas Passmark – Bass
Jamie Borger – Drums

Contato: